sábado, 22 de dezembro de 2007

Um bom ano

Depois de um emprego ideal, um pedido de casamento e uma grande aquisição, 2007 foi definitivamente um bom ano. Talvez por algum motivo eu ainda não esteja tão satisfeita quanto eu deveria estar, mas isso não é bom, também? As pessoas que se satisfazem com pouco devem ser muito felizes, pois vivem conseguindo o que querem, mas eu sempre tenho a sensação de que eu quero mais. Não é ruim, não. É como se fosse um motivo para continuar criando novos sonhos, novos desejos, novas coisas para alegrar meus dias.
Talvez também pudesse ser melhor se o ambiente fosse o ideal. Pessoas felizes ao meu redor, nada de violência, fome zero, crianças nas escolas, aprendendo outras línguas, as culturas se misturando... Mas nada é perfeito. Acho que, por mais egoísta e egocêntrico que possa parecer, foi um bom ano para mim, de qualquer forma.
E conforme o tempo vai passando e nós vamos vivendo novas situações, as resoluções vão mudando de uma forma mais rápida ainda. Acho que parar de roer unha não vai mais entrar na lista... nem encontrar um grande amor... essa já saiu da lista faz tempo. Mas tem coisas que nunca saem: fazer com que seja um ano melhor; prestar serviços voluntários; beber mais água... continuar usando filtro solar...
Mas se eu pudesse pedir algo inédito, que nunca tenha sido dado a ninguém, eu tenho certeza que pediria que esticassem o tempo! É o que eu mais desejaria agora! Poderia encontrar mais pessoas, passar mais tempo com quem eu amo, errar mais, acertar mais, ter mais chances de tudo! Seria realmente muito bom se esticassem o tempo...
Enquanto isso não acontece a gente vai tentando aproveitá-lo da melhor forma... um passo de cada vez, um minuto atrás do outro!

domingo, 16 de dezembro de 2007

M i n u c i o s a m e n t e


Sempre fui muito de gastar todo o dinheiro que ganhei! Não consigo fazer economias porque sempre pensei: a vida é o agora! Então, vamos aproveitar! Mas conforme o tempo foi passando, eu fui percebendo que às vezes é preciso realizar alguns sacrifícios para conseguir o que eu quero. Pois é... você descobre que há coisas muito mais caras que aquela calça de grife ou um MP4!


E todo mundo que me conhece, imaginou: "Ih! A Julia? Sem gastar? Difícil", mas não é! Assim que eu comecei a trabalhar, comecei a administrar minuciosamente todos os meus gastos. Mesmo que fossem com coisas desnecessárias, eu sabia exatamente quanto de dinheiro eu tinha sobrando - tendo sempre separado o da faculdade, do telefone e todas as contas do mês. E esse controle fez com que eu tivesse uma noção melhor de tudo!


Hoje, eu e Igor estávamos na praia fazendo as contas de todos os nossos gastos. Então, aqui vai a dica. Em primeiro lugar, sempre que você for colocar quanto tem de verba, coloque para menos e sempre que for colocar o quanto vai gastar coloque para mais. Você tem que ter a idéia correta, pelo menos aproximada, desses valores. Coloque, então, no papel, todas os gastos fixos! Some e - muita atenção!!! - esse valor, obrigatoriamente, tem que ser menor do que o que você tem. Não só tem que ser menor, como tem que fazer restar ao menos um terço da sua renda.


Depois disso, pense nas coisas que está pensando em comprar, num período limitado de tempo. Estipule, por exemplo, prazos como 6 meses ou, no máximo, um ano. Planos maiores do que esse, só se for para casa própria ou carro. Pense nas suas possibilidades de pagamento (cheque, cartão, crediário...) e, se não forem urgências, espere até que possa parcelar sem juros. Faça as contas de quanto daria por mês e tente encaixar no seu orçamento, sempre deixando um dinheiro reserva para passar o mês.


Dicas:

- nunca conte com possíveis dinheiros. Até que cheguem na sua mão, eles não existem.

- sempre deixe mais reserva do que acha necessário.

- tudo o que sobrar do dinheiro que já estava certo de ser gasto, coloque em uma popuança. Você não estava contando com ele, logo, não fará falta!

- Organize tudo minuciosamente! ;)





sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

G o v e r n o


Nunca é tarde para meter o malho no governo. Lembro da época em que eu estava entrando na faculdade, antes mesmo do Lula ser eleito! Acreditava tanto nele! Lia os jornais todos os dias e mesmo com todas as bombas, conseguia entender que ele era a melhor opção para o momento. Afinal de contas, quem é mesmo fissurada em mudanças? Eu, com meus 16 para 17 anos, toda metida a entender de política. Andava pelos corredores falando sobre a crise dos partidos socialistas, sobre como Lula era prejudicado pela imprensa e bla bla bla. Toda aquela história que os brasileiros conhecem muito bem.

Pois bem. Não só votamos nele, como o reelegemos, o que, para bom entendedor, significa que aprovamos com todas as letras tudo o que estava sendo feito no seu governo. Mesmo com escândalos gigantescos, com pessoas próximas dele sendo julgadas por alto grau de corrupção. Nada o derrubou.
Isso porque não temos vergonha na cara. Não temos coragem de ir às ruas para dizer que não é CPMF que queremos e aí, quando eles aprovam seu fim no governo simplesmente por jogo político, achamos ótimo! Mesmo que só tenha acontecido porque a oposição insiste em dizer que o governo está errado.
Bastou um dia ter passado para a oposição que acabou com a CPMF abrir discussões para que ele volte no ano que vem. Tsc tsc. E nós aqui comemorando o que?
Comemorando outros impostos que estão por vir? Comemorando a saúde pública que é lesada por má administração, corrupção e deslizes do governo com o NOSSO dinheiro sendo jogado no lixo e queimado com bastante emissão de CO2?
Realmente, muito me orgulha o povo brasileiro quando se contenta com políticos medianos e ações desmerecedoras de um segundo do meu dia.
E o que eu faço contra isso tudo? Não movimento dinheiro no banco, pago meu plano de saúde caro e continuo frustrada por fazer parte de um sistema tão nojento, sem tomar nenhuma atitude decente para sair dele.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Travessões

Passar a noite em claro esperando por um telefonema, uma resposta, um talvez, uma novidade. Quantas vezes já não passamos por isso em nossas vidas? Vamos dormir e acordamos pensando na mesma coisa, sem contar com os sonhos que jamais nos deixam em p a z ... E a voz nunca chega, o telefonema não acontece e o perdão fica somente nos pensamentos - nossos - passados e na esperança nostálgica de um pretérito imperfeito que não aconteceu - e não vai acontecer.
E a dor vem até a garganta, fica presa, dói no coração e depois de alguns segundos as lágrimas escorrem no nossos rosto que tanto sofreu - nas últimas horas. E todas nós sabemos exatamente o que é isso! Não é interessante?
Na escola, nos últimos anos do segundo grau, nos primeiros da faculdade... Sempre a mesma coisa, sempre a mesma história. E como somos felizes por termos sentido aquela angústia e termos derramado aquelas lágrimas... foi um tempo muito feliz, apesar de todo drama... E por que isso nunca mais aconteceu?
Podemos ser imunes a isso? A idade resolve nossos problemas amorosos? E todos os pensamentos que temos? E todas as coisas que passam por nossas cabeças? Muitas delas, sem precisar de qualquer comprovante, se concretizam na NOSSA vida real...
E depois de tanto tempo, é uma sensação extremamente agradável saber que já nos apaixonamos tantas vezes... Porque apaixonar-se é bom demais!