sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

*** && %% $$ ## Mesmices *** && %% $$ ##

Eu poderia me sentir menos culpada se, ao menos, não tivesse comprado a revista. Mas, de fato, comprei e agora me divirto e me revolto com as sentenças, imagens e palavras soltas nas páginas coloridas. Uma dessas femininas, sabe? Eu sempre li bastante delas, admito, mas certas vezes elas forçam tanto a barra, que a leitura fica simplesmente intragável. O nome dela eu prefiro não dizer, pois pode ser que o problema tenha sido somente nessa edição.
Quando se trata de elogios, porém, não há o menor problema em nomear. A TPM é um exemplo ótimo de revista feminina que - apesar de pecar pelo jus ao nome - satisfaz o meu desejo. Sempre vem com matérias interessantes, entrevistas com personagens diferentes, notas sobre assuntos de interesse mundial, etc.
Agora, imagina você, em uma sexta-feira de manhã, abrindo a revista e lendo "o manual prático da paquera"... tudo bem que algumas pessoas realmente precisam de ajuda, mas elas certamente estariam fazendo melhor se não estivessem lendo uma revista como essa e tomassem atitudes de valor real, imediato e concreto. Nada melhor do que a própria prática para aprender e, convenhamos, estar lendo essas revistas já é meio caminho andado para o cara dar um passo para trás.
Mas tudo bem... no decorrer da edição, as matérias foram ficando mais interessantes.. Palavras como "Anti-Britney Spears" e "encalhada" podiam ser encontradas em algumas páginas... Nada tão surpreendente assim. A surpresa mesmo é que mesmo com toda essa revolta no meu coração de ter dado alguns reais para ter acesso a esse tipo de mídia, eu tenho certeza que mês que vem faço alguma coisa parecida com isso.
Talvez a revista seja diferente, mas o conteúdo nem tem como ser. Não vou me culpar... não posso dar as costas a elas, que sempre me fizeram companhia nos momentos em que eu - que fique bem claro - não tinha nada para fazer! rs
Agora, falando sério, é chato, é inútil, é revoltante! É, sim e não tem como negar! Mas eu não posso mentir aqui no meu próóóprio blog! Leio, sempre li e vou continuar lendo, porque, dependendo do meu estado de humor, consigo me divertir BASTANTE com elas e algumas vezes boas idéias até surgiram dessas leituras!
Mas como boa leitora de TPM - que fique claro que não é uma das revistas citadas acima - eu tinha que reclamar, não é mesmo??? :)

sábado, 19 de janeiro de 2008

10 anos de - nada - de solidão

Eu nem preciso ter filhos tão cedo para entender que ter filho vai muito além do que dar de mamar, trocar a fralda e dar educação.. Sim, vai além! Todas as atitudes que você toma enquanto tem uma criança em casa, e até mesmo depois que eles deixam de ser crianças, influenciam diretamente em suas vidas!

Sei disso porque quando eu tinha 9 anos de idade minha mãe tomou uma decisão, que não foi das menores, de se mudar de cidade. Morávamos no Rio, perto dos meus avós, amiguinhos e meu pai e ela resolveu que, naquele momento, era melhor para todo mundo que fôssemos para Macaé, uma cidade no litoral do Rio de Janeiro.

E, é claro, ela estava certa! Como na época eu e meu irmão éramos crianças, foi incrivelmente, absolutamente importante que não passássemos a adolescência nessa cidade metropolitana. A qualidade de vida melhorou, minha mãe ficou satisfeita com a escolha dela e não demorou muito tempo para começarmos a ter razões de sobra para agradecê-la pelo resto da vida.

O ciclo de amizade começou a ser formado. Quando você é criança não precisa de muito para fazer novos amigos... e foi isso o que aconteceu. Ela trabalhava num shopping de madeira, na praia mais movimentada. Os primeiros amigos que fizemos, por incrível que pareça, não foram na escola. Os filhos de outras pessoas que trabalhavam e tinham loja por lá, também iam depois da aula ficar "de bobeira" no trabalho dos pais... Rafael Branco, por exemplo, foi assim que eu conheci.


Em 1995 sua mãe comprou uma das lojas e ele ficou logo amigo do meu irmão. Jogavam bola sempre, quase todos os dias. E, nessa época, meu tio Harry já tinha comprado uma loja tb, de vídeo-game, e eles sempre jogavam juntos, com meus primos Alexandre e Daniel. Depois de alguns anos, mais especificamente quando estava entrando no segundo grau, comecei a conversar mais com o Rafa e desde então esse cara É O CARA na minha vida!!

Mais ou menos na mesma época, em 1995, conheci a Joana, que estudava com o Dani (primo) e era prima do Thiago Navega - na casa dele aconteciam os jogos de futebol. Como é engraçado... até hoje eu não consegui encontrar nenhuma pessoa no mundo que seja tão completa como ela é! Ela é linda, inteligente, se dedica 100% à família, conseguindo se dedicar 100% aos amigos também, é sincera, não tem rodeios e é uma das pessoas mais legais que eu conheci nesses 22 anos da minha existência.

Logo depois de conhecer a Joana na segunda e virarmos melhores amigas na terça, ela me levou ao seu colégio, onde eu conheci algumas das pessoas mais especiais da minha vida até hoje. Em primeiro lugar, Ana Carolina e Camila! São as irmãs que Deus me deu! Aquelas amigas que te dão o conforto da eternidade! Poucas coisas são assim, pode acreditar! Na mesma rapidez da Joana, elas entraram na minha vida e eu nem sei dizer o momento exato. Acho que foi quando nos conhecemos, no pé da árvore que ficava em frente ao campo de futebol da EPEC.
Depois disso, noooossa! Ivo, Daniel Motta*, Gabriel Chati, Rodrigo, William, Nonô... que, através deles, eu conheci... Deninho, Paula e Marina Gil, Tomas, Babi, Cavour, Carola, Cleyton, Denão, etc etc etc E ainda tem as pessoas que entraram por acaso na minha vida! Como o Savinho, por exemplo! Nos conhecemos em 1995 também... ele era amigo do Thales, que era amigo do meu irmão e dos meninos, mas no segundo grau viramos AMIGOS de verdade! Na época, era uma amizade colorida. Mas, mesmo depois que o colorido passou, a amizade permaneceu firme e forte! Nós somos o exemplo de que essas coisas podem dar certo!

* Daniel Motta - um parenteses enorme! Foi meu primeiro namorado, quando eu tinha 13/14 anos! Namoramos 1 ano e, desde então, é meu para sempre! Meu irmão, meu amigo, que dou esporro, que levo esporro, mas que está sempre aqui e vai estar por muito, mas muito tempo junto comigo! (foi mal pela foto.. ela nao quer entrar de jeito nenhummmm ;) )

Mas o segundo grau foi uma nova fase, onde eu já conhecia quase todas as pessoas mais importantes! Faltavam ainda duas pérolas: Camila Teicher e Catiê! Uma, amiga que me entende, que sabe dos meus segredos mais guardados, que conhece meus olhares, sabe dos meus medos e das minhas fraquezas... e nunca me julgou, condenou ou disse qualquer coisa que pudesse fazer com que eu me sentisse pior. Outra, a alegria que todo mundo precisa! Eu não lembro um só dia da minha vida que eu passei com ela e que não lembre do seu sorriso! É uma pessoa FELIZ que contagia todo mundo, sempre, em qq lugar, qq sexo, qq idade! Se for pediatra, vai ser, CERTAMENTE a médica dos meus filhos!

E ainda teve uma brecha de Macaé durante esses anos... em 1998, por motivo de força maior, voltamos ao Rio, por só um ano. Grandez amizades ali... Léo, Fernanda e Anelise! Anelise, nossa! nem tenho palavras! É aquela amiga TUDO, que te faz rir, que você pode chorar, que você conversa sobre as coisas que acha que ninguém mais sente, mas que ela faz vc ver que todo mundo já passou por isso, que te esclarece dúvidas, que te deixa com mais delas, enfim! Amiga para toda hora!

E eu não podia deixar de falar do meu irmão! Que, como algumas pessoas sabem, é a pessoa que passou mais dias da minha vida junto comigo! Desde a quinta série, quando eu tinha 10 anos, estudamos na mesma sala, temos os mesmos amigos, dividimos o mesmo teto e ele é, junto com os meus pais, a pessoa mais importante da minha vida! Que, por sinal, eu estou com muita saudade agora, mesmo sabendo que quando ele chegar vamos continuar tendo as brigas que temos de vez em quando... =)

Cada pessoa que foi citada aqui tem um papel mais do que especial na minha vida! E, por mais que ainda tenham outras pessoas na minha cabeça, essas aqui são as que eu tenho certeza que vão estar comigo, mesmo que seja de longe, por muito, muito tempo!


Eu amo, eu sinto saudade, eu espero que todos eles estejam no meu casamento, porque sem eles, o casamento vai ficar com vazios! ;)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Uma viagem e muitas possibilidades


Há pouco tempo eu pensava que sentia saudades das conversas que rendiam por horas e horas, mesmo sem ter muito fundamento científico ou sem ter conteúdo existente suficiente para que elas pudessem durar. É como se todos os encontros e papos de hoje em dia tivessem hora para começar e acabar, até que seja encontrado o momento certo onde se deve mudar de assunto.


E hoje eu entendi porque eu sentia tanto a falta daquelas conversas... porque elas te dão a possibilidade de você colocar para fora todos os seus pensamentos e sentimentos que não se encaixariam em uma conversa tão formal. Você pode conversar sobre coisas que não fazem sentido por uma eternidade... e dentro dessas frases, os assuntos mudam sem nós nem percebermos! E essa é a parte emocionante dos relacionamentos.


Surgiram conversas sobre livros, futuro, viagens, violência, cultura, amizades, existencialismo, cinema, faculdade, etc etc etc... Me faz lembrar, inclusive, aquele filme que algumas pessoas podem até achar bobinho - Elizabethtown -, mas que tem uma cena onde a menininha e o menininho ficam conversando a madrugada inteira sobre coisas que até então, só eles sabiam e não tinham coragem de levantar o assunto com ninguém... Foram horas e horas expondo seus pensamentos mais "mediocres" (os que realmente valem, nesse caso rs) e tendo as reações esperadas... E, no final, para completar o filme "mulherzinha" (que eu amo), eles ainda se encontram no meio do caminho da estrada só por se encontrarem... sem pretensões ou segundas intenções...


Definitivamente, conversar é muito bom!