quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Rio de Janeiro

Desde quando deixamos de ser “patriotas” valorizando o Rio de Janeiro e deixando as coisas ruins de lado? Lembro quando eu não estava morando aqui e me orgulhava em dizer que “morei até os 9 anos no Rio” e ficava chateada quando meu irmão dizia que era carioca e eu era curitibana.

Em algum momento, daqueles tempos para cá, as coisas mudaram e hoje eu tenho vergonha e medo de ainda morar aqui.

Só nessa semana tenho vários casos que justificam os meus sentimentos. Falta de médicos nos hospitais públicos, um vereador assassinado com arma de fogo em plena luz do dia, em uma avenida super movimentada e um empresário assassinado dentro do seu próprio apartamento por um funcionário que recebeu sua ajuda durante toda a vida. Aonde vamos parar?

Às vezes eu me pergunto se foi sempre assim e se as coisas vão mudar algum dia. Não sei o que acontecia de tão ruim quando eu era criança ou quando eu ainda não era nascida. Mas as pessoas se odiavam tanto assim?

Porque uma das minhas formas de explicar tudo isso é que falta amor na vida delas. E não é só no Rio de Janeiro. Essa semana um menino matou a ex-namorada depois de prendê-la durante alguns dias em seu apartamento. Talvez ele acredite que fez isso porque a amava e ela o magoou. Mas alguém que ama pode fazer uma crueldade dessas?

As pessoas não se olham mais, não se cumprimentam, não prestam atenção aos desejos, anseios e vontades umas das outras. O individualismo, que tanto discutimos na faculdade, agora tem ficado muito claro para mim.

Todo mundo quer o seu dinheiro, todo mundo quer o seu momento, todo mundo quer ter o seu alguém. Por que precisamos disso? Porque estamos nos matando dessa forma por coisas que nem fazem sentido?

Talvez se todas as pessoas tivessem a chance de conhecer o que é o amor – e quando eu digo amor, digo AMOR de verdade. Não só aquele entre homem e mulher, mas qq tipo de amor – o mundo seria mais bonito e existissem menos pessoas más nele.

Enquanto isso não acontece, temos que buscar formas de nos proteger.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

B e l i e v e s



Alguns dias antes do casamento eu me apeguei a uma crença antiga, que minha mãe já havia mencionado, mas que, coincidentemente, encontrei escrita em uma das cartas que troquei com minha bisavó há muitos anos. Era sobre colocar ovos no telhado no dia de um evento, em homenagem à Santa Clara, para que não chovesse. Alguns dias antes da festa, fui até o telhado do meu prédio e coloquei lá dois ovinhos, pois os dias estavam andando muito chuvosos. Mas logo uma amiga me disse que não adiantava. Que tinha que ser no dia anterior à festa. Bom, de qualquer forma, naquele dia seguinte não choveu e, inclusive, fez sol.


Um dia antes da festa fui com dois amigos e meu - então - noivo no telhado da casa onde seria o casamento e coloquei mais ovos, rezando, conversando com Santa Clara, Deus, Jesus Cristo, minha bisavó e meus avós, para que todos iluminassem a festa. Para que tudo saísse como o planejado, ou, quem sabe, ainda melhor... No dia seguinte, TUDO deu certo. Deu tão certo que, no final da festa, a chuva chegou e alegrou ainda mais o que já estava feliz.


Viajamos e, no final da primeira viagem encontramos um casal muito simpático. Passamos algumas horas com eles, já que estávamos esperando o mesmo vôo, que atrasou. Ao nos despedirmos, eles nos deram um santinho da Santa Terezinha para que esta iluminasse nossas vidas. Não temos religião. Mas ambos acreditamos em Deus e temos muita fé na força do pensamento. Aceitamos de coração e o guardei na minha carteira.


Quando saímos do aeroporto, peguei o santinho e rezei exatamente o que estava dizendo lá para que eu rezasse ao pedir algo. E pedi. O pedido foi atendido imediatamente, em menos de uma hora.


Há quem não acredite em nada disso, há quem acredite em muito mais. Mas ninguém, nunca, vai conseguir me convencer de que foram coincidências. Pode ter até sido somente a força do meu pensamento. Mas se a Santa é Santa é por algum motivo muito bom e ela está rodeada de energias positivas. E nisso eu acredito cegamente.

Com energia positiva, força do pensamento e certeza do que se quer, o mundo pode ser mudado, em instantes.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dreams

Quantas vezes na vida a gente muda nossas escolhas? Às vezes a gente não tem sucesso numa delas e finge que ela nunca fez parte do nosso roteiro. Para que olhar para trás? Quantos sonhos são abandonados? Porque a gente acha que não vai conseguir? É muita coisa para mim, é muita coisa para você...

E nem por isso a gente deixa de sonhar.

O sonho é a concretização do seu desejo... no seu inconsciente. E todo mundo o merece. Mesmo que seja um que é abandonado depois, mesmo que seja um que vire realidade. Mesmo que seja um errado ou um rejeitado.

Será que os nossos sonhos, durante a noite, têm alguma coisa a ver com as projeções que fazemos diariamente diante da vida real? Eu não conheço ninguém que sonhe tanto quanto eu. Dormindo, acordada. Minha cabeça não pára! E geralmente penso em coisas que - ainda - não aconteceram. Mas isso deixa a minha vida mais completa.

E muitas coisas que eu penso não teriam tanta graça se acontecessem... assim como muitas coisas que eu sonho. Já morei em tanto lugar, já mudei tantas vezes, já ganhei tantos prêmios e já fiz tantas coisas... que a realidade eu posso aproveitar melhor.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Peixes

"Emoções fortes, questionamentos existenciais e planos de mudança darão um tom vibrante ao mês que também promete romper antigos preconceitos e apimentar sua vida sexual"... Ok! Agora, alguma novidade, por favor? Todos os meses é a mesma coisa, todas as semanas, todos os dias. Emoções fortes estão sempre presentes na minha vida e na de todo mundo que sabe como viver! Planos de mudança? Nossa! A todo momento penso neles... em diferentes versões, diferentes destinos.

Mas o que uma garota de 23 anos pode querer além de emoções fortes, mudanças e apimentada vida sexual? Acho que essas três coisas englobam tudo, não é mesmo? É por isso que eu não recomendo o horóscopo da Marie Claire para ninguém e da Elle para todo mundo!

De uma forma ou de outra, acredito bastante que nós é que decidimos nosso caminho. É claro que, como qualquer outra piscina, eu acredito que muitas coisas estão predestinadas a acontecer. Mas o caminho que se trilha até chegar lá é escolhido, sem dúvida, por nós mesmos. E minha vida só parecerá como filme, de acordo com o que diz nas previsões, se eu decidir que será assim.

Como eu não sou boba, nem nada. Opto pelo que eles já previram! O que me custa, certo?

E, além do mais, tudo vai depender do meu ponto de vista! Só eu posso dizer se algo gerou forte emoção em mim ou não! Só eu posso dizer o que me deixa excitada ou não! E só eu posso definir meus planos de mudança!

De fato, eu já decidi os meus. Mas, apesar do nome do blog, essas escolhas só eu sei! ;)