É muito difícil lidar com elas. Acho que já falei sobre isso aqui, posso estar sendo repetitiva, mas preciso desabafar sobre esse assunto. Sabe esses testes que as pessoas fazem quando estão prestando vestibular, o teste vocacional? Pois é, acho que 16 anos foi uma idade muito precoce para que eu fizesse. O resultado foi totalmente voltado para trabalhos onde o principal é o relacionamento com pessoas: serviço social, psicologia, comunicação social.... Talvez minha personalidade ainda não estivesse formada, talvez eu não soubesse ainda do que realmente gostava, o que realmente queria fazer.
Porque eu sofro tanto para conseguir me relacionar com as pessoas de forma sensata profissionalmente. Falando assim, parece que eu detesto meu trabalho. Pelo contrário, eu amo meu trabalho! Mais do que amar assessoria de imprensa, eu amo aonde estou agora! Mas não é essa a questão. A questão é que eu tenho que me relacionar com muitas pessoas diariamente. E, entre clientes e jornalistas, esse relacionamento pode ser muito mais difícil do que as pessoas podem imaginar.
Por isso, eu me pergunto sempre se não seria melhor se eu trabalhasse com algo mais... digamos... individual. Fotografia, por exemplo, de paisagem ou bichos, é claro. Ou se eu fosse artista plástica. Não tenho o menor dom para isso, mas vai que os cursos resolvem meu problema... Outra: estoquista. Essa parece ser boa, hein... Será?
Pode ser que o que me faz gostar tanto da minha profissão é exatamente esse relacionamento complicado e a insanidade das pessoas com quem me relaciono. Talvez, de uma forma inconsciente, isso me instigue.
Seria mais simles trabalhar sem contato com ninguém, mas deve ser meio chato, na verdade....
É. Outra teoria para a minha dificuldade em assumir uma posição: eu tendo a considerar muito qual seria a outra possibilidade.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O começo do fim
obs. esse post foi conversa jogada fora. Não tem informações relevantes, só coisas escritas aleatoriamente, ok? ;)
Hoje nós sentimos a pressão do final de ano que chegou! Muitas pautas, muitos clientes, muitas fotos, muitas festas, muito pouco tempo... Ufa! Foi correria! E deve ser assim até o Natal, graças a Deus, porque isso significa que a gente tem - muito - trabalho!
E é nessa época mesmo que eu começo a pensar nas minhas resoluções. É, eu sei, parece antecipado. Mas se você acompanha o blog, sabe que eu nunca as deixo de lado. É como se sempre houvesse planos na minha vida, mesmo que eu não os siga, não busque forma de realizá-los. Acho que nunca fui uma pessoa de muitos sonhos. Normalmente eu tento conseguir na hora as coisas que quero, porque amanhã já não sei se vou querer mais.
Mas eu amo planos! Amo pensar nas coisas que quero fazer, na maneira que eu deveria agir, nas coisas que eu preciso mudar. A verdade é que todo dia 31 de dezembro eu faço uma lista com a minha mãe das coisas que pretendo atingir no ano seguinte. Ela sempre guarda e marca as coisas que conseguiu, eu sempre perco a minha.
Mas outra verdade é que meus planos são sempre em volta das mesmas coisas: viagens, qualdiade de vida, hábitos alimentares e saúde.
Beber mais água, por exemplo, sempre entra na lista, assim como comer mais frutas e legumes. hahahaha Até parece...
Mas nesse ano acho que há maior probabilidade de eu levar esses tópicos a sério. Tenho pensado no quanto eu tenho medo da morte, do quanto eu tenho medo de envelhecer, então quero garantir que, aconteça o que acontecer, eu vou ter feito o meu melhor.
É meio ridículo essa coisa do medo de envelhecer. Enquanto estou aqui escrevendo, células estão morrendo no meu corpo, dando espaço para que as novas, que acabaram de nascer, possam fazer parte de meu novo eu. É isso o que faz com que eu seja uma nova pessoa a cada dia, que me torna humana!
É uma coisa boa envelhecer, desse ponto de vista, porque significa que você está vivendo.
Aliás, mudando de assunto, aproveitando "envelhecer" e "vista".... Hoje me veio à cabeça uma questão. Se meus filhos vão nascer na geração 24/7 (geração que nasce numa era totalmente informatizada, que está conectada 24 horas por dia em 7 dias na semana) é uma realidade e os aparelhos eletrônicos estão diminuindo cada vez mais de tamanho.... e se hoje as pessoas precisam usar óculos aos 40 anos quase como uma regra.... a geração dos meus filhos vai ter que estar muito atenta à visão, para não prejudica-la com todas essas "novidades".
É.... ninguém pensa nessas coisas....
Hoje nós sentimos a pressão do final de ano que chegou! Muitas pautas, muitos clientes, muitas fotos, muitas festas, muito pouco tempo... Ufa! Foi correria! E deve ser assim até o Natal, graças a Deus, porque isso significa que a gente tem - muito - trabalho!
E é nessa época mesmo que eu começo a pensar nas minhas resoluções. É, eu sei, parece antecipado. Mas se você acompanha o blog, sabe que eu nunca as deixo de lado. É como se sempre houvesse planos na minha vida, mesmo que eu não os siga, não busque forma de realizá-los. Acho que nunca fui uma pessoa de muitos sonhos. Normalmente eu tento conseguir na hora as coisas que quero, porque amanhã já não sei se vou querer mais.
Mas eu amo planos! Amo pensar nas coisas que quero fazer, na maneira que eu deveria agir, nas coisas que eu preciso mudar. A verdade é que todo dia 31 de dezembro eu faço uma lista com a minha mãe das coisas que pretendo atingir no ano seguinte. Ela sempre guarda e marca as coisas que conseguiu, eu sempre perco a minha.
Mas outra verdade é que meus planos são sempre em volta das mesmas coisas: viagens, qualdiade de vida, hábitos alimentares e saúde.
Beber mais água, por exemplo, sempre entra na lista, assim como comer mais frutas e legumes. hahahaha Até parece...
Mas nesse ano acho que há maior probabilidade de eu levar esses tópicos a sério. Tenho pensado no quanto eu tenho medo da morte, do quanto eu tenho medo de envelhecer, então quero garantir que, aconteça o que acontecer, eu vou ter feito o meu melhor.
É meio ridículo essa coisa do medo de envelhecer. Enquanto estou aqui escrevendo, células estão morrendo no meu corpo, dando espaço para que as novas, que acabaram de nascer, possam fazer parte de meu novo eu. É isso o que faz com que eu seja uma nova pessoa a cada dia, que me torna humana!
É uma coisa boa envelhecer, desse ponto de vista, porque significa que você está vivendo.
Aliás, mudando de assunto, aproveitando "envelhecer" e "vista".... Hoje me veio à cabeça uma questão. Se meus filhos vão nascer na geração 24/7 (geração que nasce numa era totalmente informatizada, que está conectada 24 horas por dia em 7 dias na semana) é uma realidade e os aparelhos eletrônicos estão diminuindo cada vez mais de tamanho.... e se hoje as pessoas precisam usar óculos aos 40 anos quase como uma regra.... a geração dos meus filhos vai ter que estar muito atenta à visão, para não prejudica-la com todas essas "novidades".
É.... ninguém pensa nessas coisas....
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Feriadão
É bizarra a quantidade de feriados que temos no Brasil! Ainda mais quando 35% deles é para Católicos, 60% é para o comércio e 5% é para essas comemorações hipócritas como a de amanhã. Mas eu não vou negar que amo ter mais que dois dias de descanso entre uma semana de trabalho e outra! É bom demais!
Esse é um post despretencioso, só para celebrar o céu lindo azul que eu estou vendo da minha janela, junto com as árvores bem verdes balançando com um ventinho de leve. Tem que ficar assim até domingo para ser perfeito!

Nesse clima ainda, aproveito para falar que hoje saiu uma matéria da Run4Fun no Globo Barra! Carollllllll, que bom que você está de volta! A gente sentiu demais a sua falta!! Monique, gostei de ver, chegou 7hs na quarta! rs ;) A Margô e a Sarah também estão na foto! Faltou a Mona e a Ana, mas ambas faltaram por bom motivo, né?
Beijos e bom feriadão!
Esse é um post despretencioso, só para celebrar o céu lindo azul que eu estou vendo da minha janela, junto com as árvores bem verdes balançando com um ventinho de leve. Tem que ficar assim até domingo para ser perfeito!

Nesse clima ainda, aproveito para falar que hoje saiu uma matéria da Run4Fun no Globo Barra! Carollllllll, que bom que você está de volta! A gente sentiu demais a sua falta!! Monique, gostei de ver, chegou 7hs na quarta! rs ;) A Margô e a Sarah também estão na foto! Faltou a Mona e a Ana, mas ambas faltaram por bom motivo, né?
Beijos e bom feriadão!
domingo, 15 de novembro de 2009
Felicidade
Eu levanto às 5:30, vou correr. Vou para o trabalho. Fico lá até às 19hs. Vou para a pós. De onde só saio às 22hs. E todos os dias eu me pergunto aonde exatamente eu quero chegar. Se o que eu busco, ou o que eu acho que eu busco, é felicidade, por que tudo isso? Por que tanto esforço para chegar a algum lugar que eu nem sei aonde é.
Tem uma música que eu amo, do Wild Sweet Orange, que fala assim: "There's a sunrise every morning that you miss 'cause you're asleep. There's a sunset every evening, you miss in your car leaving to wherever it is that you're going. You're not pulled but led." Na tradução fica mais ou menos assim: "Existe um nascer do sol toda manhã que você perde porque está dormindo. Existe um pôr do sol toda tarde que você perde no seu carro indo para onde quer que você esteja indo. Você não é puxado, mas dirigido."
Na sexta à noite, no meio da estrada, esperando o reboque e o táxi chegarem no meio da Dutra, eu estava sentada, olhando o movimento e chegou um ônibus todo colorido. Desceram dele pessoas muito, muito animadas, com aproximadamente 50 anos. Eram quase todos fumantes. As mulheres acima do peso, com roupas apertadas, cabelo pintado de loiro e acompanhadas, de seus maridos, provavelmente. Os homens de chinelo e camisa de malha. Um deles tinha uma câmera fotográfica, daquelas bem antigas, que você tem que girar um botão para chegar à próxima foto.
Eles estavam tão felizes! Nitidamente eram pessoas com pouco dinheiro, pouca instrução. Mas estavam felizes, muito, muito felizes! Talvez eles não saibam disso, talvez também queiram sempre mais. Talvez trabalhem 12 horas por dia, de segunda a segunda e estavam tendo seu único final de semana de folga do mês... Mas eles estavam nitidamente felizes.
Eu sou feliz, demais, com tudo o que eu tenho hoje. A minha rotina é perfeita, desde a corrida, até o final do trabalho. A pós, que é o "a mais", o que me configura como uma pessoa que busca crescimento profissional, é o que me faz fazer essas perguntas. Ela é legal, as aulas são interessantes, aprendi muito já nesses meses todos. Mas é tão cansativo ir para lá depois do trabalho, depois da corrida. É um peso, de verdade. E todos os dias eu me pergunto PARA QUÊ!
Bom... se eu comecei, vou terminar. Mas continuo achando que muitas vezes a gente é dirigido pela vida por e para caminhos que a gente não escolhe. A vida escolhe para a gente, tenta nos fazer acreditar que é a melhor opção e se não tomarmos a rédea, depois é difícil voltar atrás.
Tem uma música que eu amo, do Wild Sweet Orange, que fala assim: "There's a sunrise every morning that you miss 'cause you're asleep. There's a sunset every evening, you miss in your car leaving to wherever it is that you're going. You're not pulled but led." Na tradução fica mais ou menos assim: "Existe um nascer do sol toda manhã que você perde porque está dormindo. Existe um pôr do sol toda tarde que você perde no seu carro indo para onde quer que você esteja indo. Você não é puxado, mas dirigido."
Na sexta à noite, no meio da estrada, esperando o reboque e o táxi chegarem no meio da Dutra, eu estava sentada, olhando o movimento e chegou um ônibus todo colorido. Desceram dele pessoas muito, muito animadas, com aproximadamente 50 anos. Eram quase todos fumantes. As mulheres acima do peso, com roupas apertadas, cabelo pintado de loiro e acompanhadas, de seus maridos, provavelmente. Os homens de chinelo e camisa de malha. Um deles tinha uma câmera fotográfica, daquelas bem antigas, que você tem que girar um botão para chegar à próxima foto.
Eles estavam tão felizes! Nitidamente eram pessoas com pouco dinheiro, pouca instrução. Mas estavam felizes, muito, muito felizes! Talvez eles não saibam disso, talvez também queiram sempre mais. Talvez trabalhem 12 horas por dia, de segunda a segunda e estavam tendo seu único final de semana de folga do mês... Mas eles estavam nitidamente felizes.
Eu sou feliz, demais, com tudo o que eu tenho hoje. A minha rotina é perfeita, desde a corrida, até o final do trabalho. A pós, que é o "a mais", o que me configura como uma pessoa que busca crescimento profissional, é o que me faz fazer essas perguntas. Ela é legal, as aulas são interessantes, aprendi muito já nesses meses todos. Mas é tão cansativo ir para lá depois do trabalho, depois da corrida. É um peso, de verdade. E todos os dias eu me pergunto PARA QUÊ!
Bom... se eu comecei, vou terminar. Mas continuo achando que muitas vezes a gente é dirigido pela vida por e para caminhos que a gente não escolhe. A vida escolhe para a gente, tenta nos fazer acreditar que é a melhor opção e se não tomarmos a rédea, depois é difícil voltar atrás.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Momento "pronto,falei"
Acho que é TPM... Mas vou falar mesmo assim!
Que saco essas pessoas que não se sustentam em suas vontades reais e ficam seguindo roteirinhos pré-determinados por sei lá quem! Imagina você, que para ser legal você tem que ir no Londra final de semana, que para ser Cult, você tem que freqüentar a Modern Sound e que para ser divertido tem que gostar das festas do Grupo Matriz. Ah, que saco tudo isso! Pode até ser legal, mas tudo isso faz muito mais diferença quando você está com pessoas legais, divertidas, alegres e que NÃO SE RENDEM A ESSAS REGRAS RIDÍCULAS QUE TODO MUNDO FINGE QUE NÃO EXISTEM.
Pronto, falei! Estou me sentindo uma chata, mal amada, que fica criticando os outros e gosta de ser a do contra. Foda-se! Detesto essas obrigações sociais para com pessoas invisíveis.
Que saco essas pessoas que não se sustentam em suas vontades reais e ficam seguindo roteirinhos pré-determinados por sei lá quem! Imagina você, que para ser legal você tem que ir no Londra final de semana, que para ser Cult, você tem que freqüentar a Modern Sound e que para ser divertido tem que gostar das festas do Grupo Matriz. Ah, que saco tudo isso! Pode até ser legal, mas tudo isso faz muito mais diferença quando você está com pessoas legais, divertidas, alegres e que NÃO SE RENDEM A ESSAS REGRAS RIDÍCULAS QUE TODO MUNDO FINGE QUE NÃO EXISTEM.
Pronto, falei! Estou me sentindo uma chata, mal amada, que fica criticando os outros e gosta de ser a do contra. Foda-se! Detesto essas obrigações sociais para com pessoas invisíveis.
Assinar:
Comentários (Atom)
