sábado, 23 de janeiro de 2010
My Way
Já dizia Dostoiévski, "todo homem precisa ter algum lugar para onde ir". Sim, sim. Here we go again com os planos. Li numa matéria do caderno Folha Equilíbrio, da Folha de São Paulo, que para não deixarmos as resoluções fazerem aniversário, precisamos organizar tudo numa agenda. Assim garantimos melhor a concretização das nossas ideias. O que eu fiz? Peguei aquela agenda que tinha ficado de lado - porque estava usando só a do trabalho... já é um começo - para anotar meu planejamento diário, mas só por uma semana. Quando chegar ao fim dessa semana, planejo a próxima.
Não sei, não sei ... vai dar certo? Não vai? O que custa tentar? Hoje meu dia foi atípico, fiquei entre o 8 e 80: ou teria as minhas 24 horas ocupadas, ou ficaria sem nada para fazer o dia todo. Fui para a rodoviária quebrando uma das minhas principais resoluções de 2010, para tentar pegar a estrada por 3 horas e ir no aniversário da namorada do meu melhor amigo. Chegando lá, uma fila, com mais de 100 pessoas. Entrei nela, mas quando chegou minha vez já estava tarde demais, já que teria que voltar no ônibus das 19hs.
Voltei para casa, ainda de bom humor. Afinal de contas, não importa o que acontecesse, ainda estaria com meu Ipod e ainda estaria com meu livro.
Fiz o backup das minhas fotos, limpei pastas do Orkut, organizei minhas fotos no computador e resolvi tentar a fórmula da Folha Equilíbrio. Tomei minha dose de colágeno, o antiinflamatório para o joelho e vamos que vamos!
Não sei, não sei ... vai dar certo? Não vai? O que custa tentar? Hoje meu dia foi atípico, fiquei entre o 8 e 80: ou teria as minhas 24 horas ocupadas, ou ficaria sem nada para fazer o dia todo. Fui para a rodoviária quebrando uma das minhas principais resoluções de 2010, para tentar pegar a estrada por 3 horas e ir no aniversário da namorada do meu melhor amigo. Chegando lá, uma fila, com mais de 100 pessoas. Entrei nela, mas quando chegou minha vez já estava tarde demais, já que teria que voltar no ônibus das 19hs.
Voltei para casa, ainda de bom humor. Afinal de contas, não importa o que acontecesse, ainda estaria com meu Ipod e ainda estaria com meu livro.
Fiz o backup das minhas fotos, limpei pastas do Orkut, organizei minhas fotos no computador e resolvi tentar a fórmula da Folha Equilíbrio. Tomei minha dose de colágeno, o antiinflamatório para o joelho e vamos que vamos!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
v é r i t é
Há quase dez anos (nossa! faz muito tempo!) eu tenho um amigo que me diz que eu nunca falo as coisas que eu quero falar. Eu tento, mas as palavras param na garganta, se embolam e sai uma frase completamente diferente da que eu estava querendo dizer. Ele dizia, e acho que ainda diz, que isso acontece comigo porque eu não tenho coragem de falar as coisas que realmente penso e que realmente sinto e que estou o tempo todo imaginando as consequencias das minhas palavras.
Aí esses dias, uma pessoa que não me conhece tão bem quanto ele, me disse a mesma coisa. A tendência é negar. "Eu? Lógico que não. Aliás, eu sou uma das pessoas mais sinceras que eu conheço". E depois fico pensando nas coisas que eu queria ter dito e nas coisas que eu disse. Realmente, em algum ponto eles têm razão.
Lembrei, então, dos inícios dos meus diários. Eu sempre começo dizendo que "dessa vez" vou tentar ser mais sincera, escrever de verdade as coisas que penso em relação às pessoas, as coisas que sinto em relação a elas, em relação ao mundo, às situações.
Há quem diga que "verdade significa o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão". Bom... pode ser.
Mas pode ser também que as pessoas não queiram viver num mundo de verdade 100% do tempo. Imagina falar de uma vez tudo o que se pensa, resolver todos os problemas na mesma hora, não deixar dúvidas. Não deixar dúvidas?! Talvez fosse chato isso.
É engraçado pensar que Nietzsche dizia que a verdade é um ponto de vista. De fato, eu não minto tanto assim. Talvez eu não fale tudo e contorne situações para não ter que falar a verdade.
Dia desses numa mesa de bar, conversávamos sobre esse assunto e chegamos à conclusão que existem três verdades, a metafísica, a psicológica e a legítima. Não me pergunte das duas primeiras, porque não fui eu quem inventou. Mas a legítima é a verdade de cada um. Se eu acredito numa coisa, até que me provem o contrário, é minha verdade o que eu acredito. E tem um pouco a ver com a verdade de Nietzshe. No final das contas, nós dois estamos falando de ponto de vista.
Aí esses dias, uma pessoa que não me conhece tão bem quanto ele, me disse a mesma coisa. A tendência é negar. "Eu? Lógico que não. Aliás, eu sou uma das pessoas mais sinceras que eu conheço". E depois fico pensando nas coisas que eu queria ter dito e nas coisas que eu disse. Realmente, em algum ponto eles têm razão.
Lembrei, então, dos inícios dos meus diários. Eu sempre começo dizendo que "dessa vez" vou tentar ser mais sincera, escrever de verdade as coisas que penso em relação às pessoas, as coisas que sinto em relação a elas, em relação ao mundo, às situações.
Há quem diga que "verdade significa o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão". Bom... pode ser.
Mas pode ser também que as pessoas não queiram viver num mundo de verdade 100% do tempo. Imagina falar de uma vez tudo o que se pensa, resolver todos os problemas na mesma hora, não deixar dúvidas. Não deixar dúvidas?! Talvez fosse chato isso.
É engraçado pensar que Nietzsche dizia que a verdade é um ponto de vista. De fato, eu não minto tanto assim. Talvez eu não fale tudo e contorne situações para não ter que falar a verdade.
Dia desses numa mesa de bar, conversávamos sobre esse assunto e chegamos à conclusão que existem três verdades, a metafísica, a psicológica e a legítima. Não me pergunte das duas primeiras, porque não fui eu quem inventou. Mas a legítima é a verdade de cada um. Se eu acredito numa coisa, até que me provem o contrário, é minha verdade o que eu acredito. E tem um pouco a ver com a verdade de Nietzshe. No final das contas, nós dois estamos falando de ponto de vista.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Onde vivem os monstros
Sabe aqueles lugares que só você conhece? Que você tem certeza que, não importa como as coisas estão aqui, lá sempre será exatamente do jeito que você quer? Todo mundo deveria ter esse lugar! É nele que as coisas mais bonitas brotam... pelo menos as ideias dessas coisas mais bonitas, eu acredito.
Tem gente que acha besteira, mas é ter um lugar desses é tão mágico quanto acreditar para sempre que papai Noel existe. Por que não existiria? Sabe essas pessoas que, no Natal, abrem mão de estar com seus familiares para fazer o Natal dos outros mais felizes... Então!
Você leu o artigo da Lya Luft da semana passada, sobre resoluções? Ela disse que a "(...) Família, escola, sociedade e cultura, seja o que isso for, tornam-nos menos pensantes e menos questionadores. Alguns escapam dessa mordaça e desabrocham. Podem ser os menos confortáveis, mas são os que movem o mundo".
É exatamente minha questão. Muitas vezes já tentei fugir desse grupo, não quis ser a mais pensante, porque não queria me sentir sempre desconfortável. Mas ser pensante tem suas vantagens, que podem ser bem confortáveis de vez em quando. Como agora, por exemplo.
Pensando, eu cheguei à conclusão que eu tenho, sim, meu mundo onde só acontece o que é bom. Ele existe e, para mim, é tão real quanto esse blog que você está lendo.
Ainda não assisti, mas desde que li pela primeira vez sobre esse filme, me apaixonei. Hoje assisti ao trailler e não vejo a hora de ir ao cinema. Sim, sim, é um filme para criança. Mas tem coisa melhor do que entender os filmes para crianças da mesma forma que elas entendem? Onde vivem os monstros, recomendo sem ter visto e sem ter medo de recomendar.
Tem gente que acha besteira, mas é ter um lugar desses é tão mágico quanto acreditar para sempre que papai Noel existe. Por que não existiria? Sabe essas pessoas que, no Natal, abrem mão de estar com seus familiares para fazer o Natal dos outros mais felizes... Então!
Você leu o artigo da Lya Luft da semana passada, sobre resoluções? Ela disse que a "(...) Família, escola, sociedade e cultura, seja o que isso for, tornam-nos menos pensantes e menos questionadores. Alguns escapam dessa mordaça e desabrocham. Podem ser os menos confortáveis, mas são os que movem o mundo".
É exatamente minha questão. Muitas vezes já tentei fugir desse grupo, não quis ser a mais pensante, porque não queria me sentir sempre desconfortável. Mas ser pensante tem suas vantagens, que podem ser bem confortáveis de vez em quando. Como agora, por exemplo.
Pensando, eu cheguei à conclusão que eu tenho, sim, meu mundo onde só acontece o que é bom. Ele existe e, para mim, é tão real quanto esse blog que você está lendo.
Ainda não assisti, mas desde que li pela primeira vez sobre esse filme, me apaixonei. Hoje assisti ao trailler e não vejo a hora de ir ao cinema. Sim, sim, é um filme para criança. Mas tem coisa melhor do que entender os filmes para crianças da mesma forma que elas entendem? Onde vivem os monstros, recomendo sem ter visto e sem ter medo de recomendar.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Quente ou frio?
Hoje eu li um artigo na Folha de São Paulo, assinado por Gustavo Baptista, doutor em geologia, sobre o aquecimento global. Ele explica basicamente que não depende de nós o planeta Terra esfriar ou esquentar. E que nos últimos 100 anos a Terra esfriou e esquentou, tendo um saldo de aumento de temperatura de 0,6%. Mas que em nenhum momento essas mudanças foram relacionadas à emissão de gás carbônico.
Bem, pelo sim ou pelo não, sabemos que as geleiras estão derretendo. Pode até haver lugares no mundo que estão tendo invernos mais rigorosos, mas esse não é um espelho da realidade global. Assistir a um vídeo como este abaixo, divulgado pelo Greenpeace, faz com que tudo fique um pouco mais complicado. Se não nos custa sairmos mais de bicicleta, pegarmos mais ônibus, comermos menos carne bovina, qual é o problema? Acho que todos deveríamos refletir. E, enquanto não temos nada certo, optarmos pelo melhor caminho que cuide do coletivo.
Bem, pelo sim ou pelo não, sabemos que as geleiras estão derretendo. Pode até haver lugares no mundo que estão tendo invernos mais rigorosos, mas esse não é um espelho da realidade global. Assistir a um vídeo como este abaixo, divulgado pelo Greenpeace, faz com que tudo fique um pouco mais complicado. Se não nos custa sairmos mais de bicicleta, pegarmos mais ônibus, comermos menos carne bovina, qual é o problema? Acho que todos deveríamos refletir. E, enquanto não temos nada certo, optarmos pelo melhor caminho que cuide do coletivo.
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