domingo, 24 de outubro de 2010

Saudade


Sim, uma imagem pode valer mais que mil palavras. 

Primavera

Já tem um mês que começou a primavera. Mas ainda faltam três meses para chegar o verão. E, como forma de antecipar as metas de 2011 - que eu faço todo ano, mas nunca consigo cumprir -, resolvi estabelecer metas de curto prazo. Assim consigo adiantar algumas coisas, ao invés de deixar tudo para o ano que vem e também consigo testar a minha força de vontade. Afinal de contas, é sempre mais fácil garantir resultados em três meses, do que em dez (sempre eu não tenho certeza, mas na maioria das vezes e no meu caso)! Por isso, estabeleci para mim mesma duas metas, que prefiro não mencionar aqui quais são por serem muito particulares. Mas que eu dividiria tranquilamente se conseguisse alcançá-las. O que só saberemos no final do ano... 


São exatas dez semanas daqui até o 2011. O que significa que será fácil de mensurar os resultados semanalmente. O que posso adiantar - até como forma de incentivo - é que eles têm a ver com hábitos relacionados à saúde do corpo e à saúde financeira. 


Tenho muitas pessoas nas quais me inspirar, mas principalmente, entre elas, minha amiga que está no México, Camila Teicher. Ela é minha referência quando eu quero me espelhar em alguém que planeja e traça estratégias como ninguém! Não basta, é claro. Ela chega aos resultados que pretendia chegar e, em seguida, cria novos objetivos. Poderia ser melhor? Muito orgulho de você, Camila (e muita saudade também)! Minha mãe é outro exemplo que eu posso mencionar. Ela sempre consegue riscar de sua lista as principais metas! Nos últimos anos, perdi até a conta de quantas coisas ela conseguiu conquistar! 

No meio-tempo, posso focar no que desejo para o 2011, assim não fico com metas que não são exatamente o que eu queria, mas sim aqueles desejos de última hora, de quem não se preparou para a virada do ano! Sempre acontece, Talvez por isso, eu sempre perco minha lista já no segundo mês...


Que sejam três meses prósperos!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que faz voce feliz?

Estava aqui em casa pensando nas coisas que me fazem feliz, quando passou na TV o comercial do Pao de Acucar... Sao varios filmes e todos falam sobre coisas que me fazem muito feliz! E provavelmente todas as outras pessoas tambem. Hoje ainda eh dia das criancas, podia ser mais especial que isso? O sol iluminou o Rio de Janeiro depois de incontaveis dias nublados!

O que me faz feliz? Cantar errado, pisar na areia, sentir o vento entrando pela janela do carro, ver o Rio de Janeiro de cima do aviao, beijar na boca do homem que eu amo, dormir, acordar, ver a Tangerina pedindo colo, o sorriso gratuito, o abraco apertado e um infinito de coisas que me proporcionam o sentimento quase indescritivel que eh a felicidade!

`A felicidade! `As criancas! ;) Feliz dia 12 de outubro!











quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Absurdos da Comunicação

Acabei de receber este e-mail. Minha primeira reação, sempre, é pensar que é mentira, difamação. Como jornalista, a segunda reação é apurar. Apurei e pelo que as pessoas que conhecem a professora Marília Martins me falaram, é absolutamente possível que sejam 100% reais as informações abaixo.

Como falar de imparcialidade? Como falar de certo e errado? Não, não. Vamos falar antes de educação, de pedagogia, vamos falar sobre o papel do professor na sala de aula. Vamos falar sobre o papel do professor e profissional de comunicação social, de jornalismo. Vamos falar sobre bom senso, sobre liberdade de expressão.

Vamos?

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Estudante de jornalismo, moradora de favela, ex-estagiária do Sisejufe é humilhada publicamente na PUC
 
   
Qua, 06 de Outubro de 2010 14:57
 
Todos esperamos ter liberdade para manifestar livremente pensamento, para compartilhar ideias e ideais. Sentimo-nos ultrajados, profundamente ofendidos, quando alguém tenta calar a voz dos que defendem causas justas.Quando apontam de forma distorcida ideias defendidas, sem partir para o debate, mas para ofensas pessoais. Jornalistas, estudantes de comunicação, comunicadores populares são, em geral, os mais críticos a situações dessa natureza. O que dizer, então, quando isso ocorre numa universidade conceituada, numa turma de Jornalismo? Como se sentir diante de uma professora que insulta, ofende, humilha um estudante em nome de uma tal “imparcialidade”? Que critica e impõe como verdade seus preconceitos?

Infelizmente, foi o que aconteceu na manhã do dia 5 de outubro, na turma de jornalismo, na aula de “Laboratório de Jornalismo Impresso” da professora Marília Martins. A instituição de ensino: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Precisamente às 7h daquele dia, os estudantes entravam em sala para receberem suas notas da primeira avaliação semestral. Ao entregar os trabalhos e as notas, a professora, dirigiu-se à turma e, de forma – no mínimo – deselegante, começou a proferir ofensas contra uma das alunas.

A estudante em questão é Gizele Martins, conhecida na mídia sindical,(tendo já sido inclusive nossa estagiária de comunicação), ativista dos movimentos sociais, com trabalho destacado na favela da Maré. Estudante do sétimo período de jornalismo, Gizele fez uma matéria sobre o direito à moradia, focando nas ocupações urbanas. O assunto havia sido previamente comunicado à professora, que autorizou a confecção da matéria.

Ao comentar sobre as avaliações, a professora disse que uma das alunas havia redigido uma matéria que, embora muito bem escrita, era “totalmente parcial”. Disse, ainda, que a estudante, que citou em seu texto o MST e o Movimento Sem Teto, em nenhum momento os considera “criminosos”. De acordo com relatos dos estudantes que assistiam à aula, a professora chegou a afirmar que “o que resta para esse tipo de jornalista que defende, que apóia criminoso, é a cadeia”. Ainda afirmou que os estudantes deveriam guardar seus diplomas, assim que o recebessem, “para ter uma cela de luxo na cadeia”.

E a professora não parou por aí. Chegou a afirmar que quem faz “esse tipo de jornalismo” (que defende causas sociais, que luta pelo interesse coletivo, que buscar trabalhar pela justiça social) “é parcial, criminoso, defensor do crime” e que o jornalista “deve ser processado, julgado por lei”. A turma, atônita, ouvia os absurdos. O que a professora fez, na opinião de advogados já consultados, pode configurar crime de difamação, haja vista que ela individualizou a aluna e afirmou publicamente que ela seria criminosa ao defender criminosos (os ativistas sociais que lutam por moradia). O que pode ensejar inclusive punição financeira à autora e à instituição pelos danos morais claramente configurados.

Para finalizar, Marília Martins afirmou ser defensora da liberdade de imprensa (perguntamos: qual liberdade?) e disse que a estudante Gizele nunca terá espaço nos grandes jornais e nem onde ela trabalha. Ao final dos insultos, a aluna retirou-se de sala, constrangida e aos prantos, tendo sido duramente atinginda em sua honra e humilhada publicamente.

Os estudantes de jornalismo da PUC-Rio, especialmente os que presenciaram os ataques da professora, estão se mobilizando para solicitar à direção da universidade, com apoio político de outros movimentos da PUC-Rio, punição à docente.

E nós, abaixo-assinados, repudiamos veementemente a postura da professora que não agiu com ética para com a estudante. Além da questão ética, completamente ausente no episódio, faltou à professora senso de responsabilidade, total desconhecimento da função social de um docente e do papel verdadeiro do jornalista. Esses profissionais, ao contrário do que costumam apregoar os “escolões”, não são meros “copiadores da realidade”. São agentes políticos e sociais importante, que atuam não só no campo da informação, mas também da formação. O jornalista não é um robô, mas um cidadão que tem direito (já que vivemos em uma democracia) de expressar a livre opinião – ainda que tenha que seguir, em geral, linhas editoriais bastante conservadoras quando trabalham na imprensa comercial – o que não é o caso de Gizele, que estava defendendo ideias políticas numa universidade.

Assim como faltaram elementos importantes na conduta da professora, também sobraram outros lamentáveis. Sobrou muito preconceito, sobrou desinformação, sobrou distorção da realidade, sobraram acusações indevidas, sobrou assédio moral. Sobrou humilhação à estudante, sobrou criminalização dos movimentos sociais e do jornalismo combativo que atua na defesa desses movimentos.

Para dizer NÃO a essa prática preconceituosa e para exigir medidas efetivas da direção da universidade – reconhecida por sua qualidade no ensino, tanto na graduação quanto na pós-graduação – para que situações como essa não voltem a se repetir numa instituição de ensino, que tem como papel fundamental estimular o debate e a livre circulação de ideias, é que nos manifestamos.
 
 
Solicitamos que também enviem esse manifesto para os seguintes mails:
Reitoria da PUC - reitoria@puc-rio.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. 
Vice-reitor Acadêmico: - Prof. José Ricardo Bergmann
Vice-reitoria para Assuntos Comunitários - asampaio@puc-rio.br