Pode ser brincadeira, mas também pode ser algo muito sério e importante de se observar. Nós vivemos de forma padrão: estudamos, vamos para a faculdade, aprendemos novas línguas, fazemos pós-graduações, trabalhamos para pequenas, médias e grandes empresas, conhecemos pessoas com as quais nos identificamos de alguma forma, casamos, temos filho, ganhamos dinheiro, compramos casas, carros e viajamos, envelhecemos e morremos.
Foi publicada hoje, no site da revista Exame, uma matéria sobre alguns dos homens mais ricos do mundo que não terminaram a faculdade. Entre eles, destacaram-se principalmente os gênios da informática (Mark Zuckerberg, Steve Jobs, Bill Gates etc). Tudo o que eu conseguia pensar, enquanto lia a matéria, era em como o "padrão" nos limita.
Não que eu ache uma boa ideia abrirmos mão dos estudos, casamentos, filhos... Mas acredito fielmente, e já há bastante tempo, que quanto mais conhecemos, estudamos, viajamos, quanto mais expandimos nossos horizontes, entramos em contato com novas culturas, novas possibilidades, mais felizes podemos ser. O dinheiro é só uma parte dessa história. Na verdade, não é nem nele que eu penso quando acredito que as pessoas podem ser mais felizes.
E aí me vem à cabeça o conceito do ócio criativo. Eu acredito nele porque é neste momento, quando não pensamos em padrões profissionais, quando não estamos atentos às limitações, às regras que nos impõem em ambientes corporativos que conseguimos produzir melhor (e mais).
Portanto, sem falar em metas, sem falar em resoluções e sem falar em todas as coisas que eu pretendo cumprir (há uns 10 anos), eu prometo (meio que para mim mesma) que em 2011 vou tentar me libertar de alguns padrões, que atrapalham mais do que ajudam. Vamos ver os resultados dessa mudança!