
Que filme! Entrei no cinema sem ter a menor idéia do que esperava. Havia lido apenas a sinopse no site da Cinemark! Sabia que o filme seria bom diante dos atores competentes, apesar da direção de Robert Redford, que eu não conhecia, mas agora já está completamente aprovada por mim. Entre outros sentimentos patriotas, consegui fazer uma viagem aos tempos da escola quando era mais fiel às minhas crenças e tinha conceitos políticos e sociais mais definidos. Bons tempos.
Durante o filme, aquelas mesmas indicações de sempre que o transformam no ganhador do meu Oscar particular. Angústia, medo, esperança, garra, saudade, dor... Quem diria que um menino, presidente de uma 'Fraternidade', seria alguém tão importante... ou que assistiria com tanto orgulho dois meninos de origens não americanas se alistando para uma guerra tão sem sentido como a do Iraque. São coisas que só cinéfilos podem explicar...
A posição de uma jornalista que tenta manter sua integridade passando a quilômetros do abandono total da ética, como acontece com muitos de nós, mas que não consegue escapar, por mais que fique por horas andando na linha tênue entre a garantia de seu emprego e de sua honra... com um final triste, mas real.
Clichês como "pelo menos você fez a sua parte" ou "não fique sentado vendo tudo acontecer enquanto há coisas que você pode fazer para mudar" foram alguns dos pontos em que eu poderia achar o filme fraco... Mas é tão perto da realidade que eu não tenho como criticar, indicando que poderia ser diferente... se é exatamente isso o que eu falaria, argumentaria com alguém para tentar fazer a minha parte nesse mundo sem futuro!
Não poderia ser mais direto. Quando eu era mais nova, estava ainda na escola, tinha idéias revolucionárias e acreditava do fundo do meu coração que eu podia mudar o mundo. O que é diferente hoje? Eu sei que sozinha não vou a lugar nenhum, mas consigo ver ao meu redor centenas, milhares, milhões de pessoas que estão fazendo alguma coisa para que tudo fique melhor. Eu sei que talvez não acompanhe os resultados, mas sei que qualquer atitude que eu pudesse ter - não pela guerra do Iraque, mas por questões mais próximas, como a violência urbana, o uso descontrolado de drogas, etc - faria a diferença na vida de pessoas... incontáveis pessoas.
Se eu me pergunto se aproveito bem os minutos da minha vida? Sem dúvida... e sei que fazer a diferença é o que está faltando... e, por agora, é uma das coisas mais importantes que eu poderia fazer!
Por Julia Costa
Um comentário:
.oi Jú!
vamos ser coleguinhas de blog sim, ahuiuaaa. esse meu é antigo, resolvi renová-lo...é muito divertido né?
tá tudo bem comigo e com vc?
já assisti esse filme, também gostei muito...é bom para se pensar! tirando é claro a ótima atuação dos atores.
beijocas!
; >)
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