Eu acordo todos os dias pensando no que vou encontrar pela frente. Às vezes sei que as coisas vão ser difíceis, às vezes rezo para que elas sejam fáceis e outras vezes não me lembro disso e tudo acontece tão rápido que eu nem sei dizer se foi tranquilo ou não.
Os anos passaram tão rapidamente, que eu nem percebi que tinha crescido. De repente, eu estou aqui, trabalhando, formada há alguns anos, fazendo pós-graduação, procurando definir metas, planejando futuro próximo, sonhando com futuro distante. Algumas coisas nunca mudam...
Ontem eu era uma adolescente que não tinha ideia do que seria quando crescesse! Poderia ter sido médica, psicóloga, assistente social, nutricionista, advogada, publicitária... E acabei sendo jornalista. E até ontem, eu não conseguia me ver como outra coisa, senão jornalista. E hoje eu faço pós-graduação em marketing. Consigo me ver claramente como uma profissional da área.
Mas isso não quer dizer muita coisa. Eu já fui secretária em uma rádio, agente de atendimento de companhia aerea, coordenadora de relações externas, assistente de produção, produtora e assessora de imprensa. Já escrevi matérias, mas também já promovi eventos na rua com equipe de rádio e já dancei profissionalmente... Coisas bem diferentes para quem, até ontem, só se via como jornalista.
Eu pensava que quando chegasse a essa idade, continuaria com o mesmo pensamento que eu tinha aos 17, quando eu acreditava que felicidade plena era ter uma casinha de madeira em frente à praia, com uma horta do lado para me alimentar. Luz, telefone, internet? Nada disso fazia parte dos planos. Mas aquilo nunca me faria feliz... e eu descobri isso há muito pouco tempo.
É muito difícil você separar quem você acha que é de quem você é realmente. È claro que da essência fica muita coisa, mas no geral é comum que você se engane. A praia continua me fazendo feliz, a casa de madeira nunca me fez e horta para quê se eu odeio legumes e verduras?
A verdade é que eu gosto de um conforto, acho essencial uma casa aconchegante, gosto da luz baixa do abajour, amo ouvir música e a internet é a minha diversão tecnológica preferida! Mais que celular, máquina digital, MP3 ou qualquer outra dessas coisas.
Quanto mais eu descubro as coisas que eu gosto de verdade e que eu quero de verdade, mais feliz eu consigo ser, mais completa eu me sinto. No início pode parecer doloroso, porque você enxerga muita coisa que não quer enxergar. Mas em algum momento a dor se transforma em prazer e não de uma forma masoquista, de uma forma real. É uma transformação, literalmente, e em todos os sentidos também.
Um comentário:
Ainda bem que com o tempo a gente passa a se conhecer melhor tendo a chance de não se enganar e não enganar alguém podendo ter uma vida feliz e balanceada com o que buscou.
É muito bom crescer, mesmo que seja aos 68 anos de idade ou aos 23.
Te amo
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