domingo, 1 de agosto de 2010
P.e.s.s.o.a.s
Nós reclamamos. Sim, nós reclamamos bastante da vida. Sempre achamos que poderia estar - melhor, pior?! - diferente. Pensamos que não devíamos ter falado aquilo ou devíamos ter feito tal coisa diferente. Simulamos histórias com mil possibilidades, mas na hora de vivê-las não escolhemos nenhuma delas. Projetamos um futuro e agimos como se o plano fosse outro. Vai entender. Mas o que me intriga é que nós reclamamos.
Porque, é claro, essas coisas acontecem - com todo mundo e tenho dito. Mas uma coisa é elas acontecerem, outra é nós deixarmos que elas aconteçam. Afinal de contas, não somos nós que estamos aqui fazendo todas as escolhas?! Tem gente que tem preconceito, não gosta de Paulo Coelho. Eu entendo que o fato dele lidar com ficção como se fosse tudo verdade incomoda muitas pessoas. E entendo também que uma das maiores graças da leitura e das histórias contadas são as coisas que o autor deixa de dizer... e ele, convenhamos, diz tudo. Mas li na Revista O Globo da semana passada seu texto sobre o Aleph (só alguns dias depois soube que era seu livro recém-lançado).
Por que trazê-lo para a conversa? Porque Aleph é um resumo do que deveríamos ser/fazer/viver. Foi mencionado também no livro - que ainda não terminei - Comer, Rezar, Amar. E, sim, é mencionado em 99% dos livros de auto-ajuda. Porque é tão básico! Viver o hoje, celebrar o fato de estarmos aqui, agora. Não focarmos nossos pensamentos no que aconteceu ou no que pode acontecer. Não tenho propriedade para dizer se é um mal desta geração, ou da humanidade. Se sempre existiu ou se é algo de agora. Mas é um mal. Todos nós gastamos muito do nosso tempo vivendo momentos que não são o agora.
Viver agora é abster-se de qualquer culpa que você possa querer, um dia, colocar em si próprio. Se perguntarem "mas aonde você estava que não viu isso acontecer"?! Você poderá dizer, com calma e certeza de que nada mais poderia ser feito, "eu estava vivendo".
Mas não era disso que eu queria falar. Eu queria falar sobre pessoas. A cada dia que passa eu tenho mais certeza de que elas são a razão de vivermos. Eu já escrevi aqui sobre isso, sobre não conseguirmos viver em paz na solidão. Não falo de homem e mulher, falo de pessoas... mesmo! Tenho conhecido pessoas muito legais, como há algum tempo não conhecia. Pessoas que você sabe que têm a acrescentar na sua vida. Você muda sua rotina, muda os lugares que frequenta e conhece um mundo novo. E eu estou gostando desse mundo novo.
Nós somos todos iguais, só queremos dividir nossas experiências e viver novas... com pessoas. Conhecer, aprender, rir, chorar, ouvir, falar... para pessoas. E é por isso que hoje eu aproveito o espaço do blog para propor um brinde às pessoas. E um brinde ao agora. Que saibamos valorizá-los e saibamos que sem eles, nossa vida não é nada!
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2 comentários:
Um brinde, Julia! Que possamos brindar juntas, porque vc é uma das pessoas que eu adoro encontrar tbm! rs Beijos,
Julia, sou Luísa Dalcin, jornalista do núcleo de revistas femininas da Editora Abril e estava à procura de você :) podemos conversar? Vou te deixar meu e-mail pessoal: luh.dalcin@gmail.com aguardo o seu contato, ok? Grande abraço!
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