sábado, 20 de novembro de 2010

GastrôôôÔÔÔôôô

Trabalhei com gastronomia durante um ano e cinco meses. No início, achei que seria um desastre! Em primeiro lugar porque eu não entendia absolutamente nada sobre o assunto. É provável que na época eu só soubesse fazer arroz, bife e ovo... e olhe lá. Não sabia diferenciar nem salsa e cebolinha... Mas acabou por ser uma grande surpresa, se tornando um grande "hobby". Conheci restaurateurs, fotógrafos, assessoras, maitres e chefs que fizeram parte de um momento importante da minha vida, de descobertas interessantes.

De todos os chefs que conheci, alguns ficaram marcados. O "top" foi, na verdade, uma mulher, Ana Ribeiro, ex Le Saint Honoré. Atualmente, ela comanda a cozinha do La Cigale, no Leblon. Em certa ocasião, a entrevistei, com foco não em seus pratos, mas em sua trajetória. Que história. Órfã de pai e mãe, nunca teve uma vida padrão e não há nada de Hollywoodiano em seu caminho do anonimato à "fama". É - muito - querida pelos principais chefs do RJ e também pelas principais críticas gastronômicas da cidade, como Fernanda Thedim e Luciana Froes, que só têm elogios sobre a chef. Em outra ocasião, tive oportunidade de experimentar diversos de seus pratos, numa sessão de fotos. Deliciosos, todos!

Não é porque trabalhei com ela durante esses 17 meses, mas porque não teve uma peça sequer que Fernanda Garritano, consultora gastronômica do Manekineko, tenha criado que eu não tenha gostado. Eu não conheço todos e talvez conheça poucos, mas entre todos os restaurantes japoneses do RJ que já fui, o Manekineko é o melhor, sem dúvidas!! Além do alimento fresco e da qualidade de atendimento, as peças exclusivas são a razão da minha preferência.

Tive também o privilégio de conhecer os pratos de Checho Gonzales, enquanto era do Zazá Bistrô. Talvez eu não possa entregar a ele o mérito completo do sabor dos pratos. Pois, a Zazá atua arduamente na escolha dos pratos que vão para o cardápio. Mas é certo que a experiência e o talento do chef foram essenciais para a minha - ótima - experiência no restaurante.

Na última quinta, estive no Prêmio Rio Show de Gastronomia, onde a chef Roberta Sudbrack ganhou - ainda mais - destaque, vencendo as categorias de melhor chef, melhor restaurante e melhor cozinha contemporânea. Hoje, estou novamente no MAM, acompanhando as aulas de alguns dos melhores chefs do Rio, ainda no Circuito Rio Show de Gastronomia 2010. Já passaram por aqui Roberta Sudbrack, Cristiano Lanna e Erik Nako (Prima Bruschetteria) e estão agora finalizando o prato o Mário de Andrade, do Palaphita Kitch e Natacha Fink, do Espírito Santa. A última aula da noite será ministrada pela chef do Zuka, Ludmila Soeiro. Exceto pelo Palaphita Kitch (que eu aprovo e recomendo),  não conheço as outras cozinhas, mas, se fazem parte do evento, certamente fazem jus ao seu destaque.

Há cinco meses não trabalho mais com gastronomia. Mas o gosto ficou (graças a Deus). Não tenho a menor intimidade com a cozinha e, para falar a verdade, não faz parte dos meus planos ter. Mas experimentar novos pratos, conhecer novos restaurantes e estar por dentro do que há de novo na gastronomia carioca é sempre um prazer!

O Rio Show (http://rioshow.oglobo.globo.com/aspx/geral/home_principal.aspx) e a Veja Rio (http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/) são ainda as melhores fontes cariocas para quem quer conhecer os melhores bares e restaurantes da cidade. Mas alguns sites também podem ajudar como guia. São eles:

http://www.praquemquisermevisitar.com/
http://danielameira.blogspot.com/
http://cliqueagosto.pop.com.br/index/index.php
http://www.gastroonline.com.br/
http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/portal/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Felicidade Garantida II

Algumas matérias publicadas pela grande mídia de ciência, saúde e bem-estar, recentemente também abordavam o tema citado no post anterior.


Um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália, com 60 mil pessoas, realizado durante 25 anos, mostrou que a felicidade tem relação direta com as escolhas feitas durante a vida. Algo, aliás, que aprendi há muitos anos e desde então tento me policiar para garantir que eu escolha exatamente o que gostaria de escolher, para que, mesmo que eu venha a me arrepender, não tenha argumentos contra a minha única e principal defesa: "eu quis assim". O mesmo estudo mostrou que o equilíbrio entre trabalho e lazer, a participação em atividades sociais, um estilo de vida saudável, a valorização da família, objetivos altruístas e a prática frequente de atividades físicas são algumas das principais ações que nos fazem feliz. Eu concordo.


Mesmo concordando, tenho plena consciência que, ainda assim, a felicidade é pessoa e intransferível. Eu não sei e nem poderia arriscar dizer o que faz você feliz. Ainda mais quando há outros estudos que podem me deixar um tanto quanto confusa a respeito da felicidade dos outros. Um livro lançado recentemente nos Estados Unidos, How to be a happy human, resultado de um estudo que durou 24 anos, defende que, para as mulheres, ser magra traz mais felicidade do que ter um amor, pois a obesidade é frequentemente ligada à preguiça e estupidez na sociedade em que vivemos.


Eu não sei exatamente se discordo ou se não tenho opinião sobre o assunto. Mas, para mim, ter um grande amor é inenarravelmente mais importante do que ser magra ou não. Mas acredito não ter capacidade de julgar esta situação, posto que tenho um amor correspondido e que nunca fui obesa.


Outra pesquisa, divulgada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, diz que o bem-estar emocional das pessoas é proporcional à sua renda - quando a renda anual é superior a 130 mil dólares. Também não tenho base para avaliar, "infelizmente". Mas o estudo, realizado entre 2008 e 2009, com 450 mil americanos (a nacionalidade também é um critério a ser discutido) fez esta constatação.


Por sua vez, Arnaldo Jabor, em Suprema Felicidade, relaciona o sentimento ao passado. Como se as coisas o fizessem mais feliz naquele tempo. Mas felicidade que já passou não é felicidade hoje. Ao menos, para mim. A felicidade, na minha opinião, é hoje, agora, entre muitas outras coisas.


Por fim, os fatos mostram mais do que posso dizer. A felicidade é, de fato, única. E só eu posso entender o que me faz feliz. Portanto, mais uma vez, lei para garantir a busca da felicidade é o C....... com todo respeito.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Felicidade Garantida

Como se não bastassem todos os problemas que o governo já tem que resolver, estão arrumando mais um. O Senado quer garantir a felicidade como um direito de todos. A proposta da emenda constitucional do senador Cristovam Buarque já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. Ora... quando a felicidade deixou de ser direito de todos? Ao que me parece, sua busca é, inclusive, o sentido da vida da maioria dos cidadãos, quiçá, de todos nós - cada um com sua maneira. Aliás, este "cada um com sua maneira" é pertinente. Se estão transformando a felicidade em lei - porque a lei defende "os direitos sociais dos cidadãos a busca da felicidade" -, o que não vai faltar é malandro alegando que fez o que fez "em busca da felicidade". Ah, vá!!!

A felicidade é um conceito indefinido! É um sentimento querido por todos, de forma unânime. Mas cada um sabe o que lhe faz feliz. Muitas pessoas encontram maneiras generosas, amorosas, samaritanas de ser feliz. Mas muitas pessoas, em contrapartida, buscam caminhos "errados", maus, vis, para saciar a tal busca da felicidade.

Era só o que faltava....

domingo, 7 de novembro de 2010

C_h_o_o_s_e



O que nos divide? Uma linha tenue, invisivel e desacreditada, abstrata, mitologica, sociologica, fraternal, genetica... Por que eu nao gosto de extremos? Porque os extremos fogem do meu controle, porque os extremos estao fora da minha zona de conforto. Quem eu seria para voce? Quem eu seria para mim? Quem eu seria nos extremos?

Nos extremos, ninguem se engana! Todo mundo eh o que eh. Quem eh bom, eh bom. Quem se importa, se importa. Quem eh coletivo, eh coletivo e quem eh singular, eh singular.

Hoje, eu disse: "Sei que eh errado falar isso, mas me incomoda tanto saber que eu pago a quantidade de imposto que eu pago para que alguem que nao trabalha tanto quanto eu possa aproveitar o retorno disso". Voce  abandonaria o grupo para se salvar ou ficaria com ele para que tivesse certeza que fez o possivel para salvar a maioria?

Sem esforco, nao sabemos como agiriamos em situacoes extremas. Mas vale a tentativa de descobrir. Pode ser que voce nao aja conforme pensa que ajiria. Entao eh melhor pensar agora sobre o que eh correto ou nao para voce. Porque nao ha tempo de pensar em situacoes extremas. E, mesmo que elas nao acontecam sempre, o extremo mostra quem voce eh sempre, quem voce eh hoje, quem voce eh na vida. E voce pode nao estar percebendo o que realmente acontece ao seu redor.

Entao, paremos, pensemos e analisemos. Somos justos? Somos bons? O quanto isso importa para voce? Desde quando nos, humanos, dividimos territorio? Desde que passamos a existir? Desde quando definimos poder atraves de forca bruta? O egoismo eh natural ou social? Nunca estudei sobre isso, ou nao lembro de ter estudado. Mas, de forma leiga, eu diria que o ser humano eh mal e egoista por natureza. A bondade e o sentimento coletivo sao culturais.

Penso, entao que, se mudamos algo nao intrinseco, durante mais de 2000 anos, eh porque eh importante para nos que sejamos bons e coletivos. Eh inteligente pensar no todo. Nao sobreviveriamos sozinhos. Nao seriamos felizes sozinhos. Nao eh obvio?