quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Felicidade Garantida II

Algumas matérias publicadas pela grande mídia de ciência, saúde e bem-estar, recentemente também abordavam o tema citado no post anterior.


Um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália, com 60 mil pessoas, realizado durante 25 anos, mostrou que a felicidade tem relação direta com as escolhas feitas durante a vida. Algo, aliás, que aprendi há muitos anos e desde então tento me policiar para garantir que eu escolha exatamente o que gostaria de escolher, para que, mesmo que eu venha a me arrepender, não tenha argumentos contra a minha única e principal defesa: "eu quis assim". O mesmo estudo mostrou que o equilíbrio entre trabalho e lazer, a participação em atividades sociais, um estilo de vida saudável, a valorização da família, objetivos altruístas e a prática frequente de atividades físicas são algumas das principais ações que nos fazem feliz. Eu concordo.


Mesmo concordando, tenho plena consciência que, ainda assim, a felicidade é pessoa e intransferível. Eu não sei e nem poderia arriscar dizer o que faz você feliz. Ainda mais quando há outros estudos que podem me deixar um tanto quanto confusa a respeito da felicidade dos outros. Um livro lançado recentemente nos Estados Unidos, How to be a happy human, resultado de um estudo que durou 24 anos, defende que, para as mulheres, ser magra traz mais felicidade do que ter um amor, pois a obesidade é frequentemente ligada à preguiça e estupidez na sociedade em que vivemos.


Eu não sei exatamente se discordo ou se não tenho opinião sobre o assunto. Mas, para mim, ter um grande amor é inenarravelmente mais importante do que ser magra ou não. Mas acredito não ter capacidade de julgar esta situação, posto que tenho um amor correspondido e que nunca fui obesa.


Outra pesquisa, divulgada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, diz que o bem-estar emocional das pessoas é proporcional à sua renda - quando a renda anual é superior a 130 mil dólares. Também não tenho base para avaliar, "infelizmente". Mas o estudo, realizado entre 2008 e 2009, com 450 mil americanos (a nacionalidade também é um critério a ser discutido) fez esta constatação.


Por sua vez, Arnaldo Jabor, em Suprema Felicidade, relaciona o sentimento ao passado. Como se as coisas o fizessem mais feliz naquele tempo. Mas felicidade que já passou não é felicidade hoje. Ao menos, para mim. A felicidade, na minha opinião, é hoje, agora, entre muitas outras coisas.


Por fim, os fatos mostram mais do que posso dizer. A felicidade é, de fato, única. E só eu posso entender o que me faz feliz. Portanto, mais uma vez, lei para garantir a busca da felicidade é o C....... com todo respeito.

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