quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sexo - Tabu eterno

O que até bem pouco tempo era considerado imoral, agora é estatística nas páginas de revistas como a Veja. Meninas perdem a virgindade aos 14 anos e meninos aos 17. Não é, digamos, um dado novo. Tenho 23 e vi muitos casos aconteceram aos 14, ou antes disso. Mas finalmente chegou às páginas da revista mais conservadora do Brasil.

Talvez isso signifique que os pais, igualmente conservadores, passem a acreditar que seus filhos têm sim uma vida sexual ativa. Mas essa não é a parte dolorosa da notícia. Acredito eu, nos meus singelos 23 anos, que a parte mais difícil de aceitar é que, muitas vezes, a vida sexual ativa dos filhos adolescentes é muito mais ativa do que a deles. É, infelizmente, outro dado que insiste em estar presente nas páginas da mesma publicação e de outras similares.

Mas, pior mesmo é pensar que no final do ano passado, em dezembro de 2008, uma pesquisa britânica revelou que os adultos, de 35 anos para cima, fizeram menos sexo e foram mais infectados por doenças sexualmente transmissíveis que os jovens, de 15 a 21 anos. E que os jovens usam mais preservativo do que os adultos.

Depois de tanto tempo, será que eles ainda não aprenderam? É o que as "crianças" devem se preocupar.

Não podemos culpá-los. Quando iniciaram sua vida sexual não tinham acesso a tantas informações como a juventude de hoje, não podiam conversar com seus pais sobre esse assunto e não tinham como ter acesso às formas de prevenção sem que as pessoas soubessem o que estavam fazendo.

Hoje, todos sabem como engravidar e como não engravidar, todos sabem como pode prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis, todos sabem que não importa a opção sexual, a idade, a rotina, todo mundo está sujeito a tudo.

Mas o admirável é que meninas e meninos continuam engravidando sem querer, homens e mulheres continuam espalhando doenças sexualmente transmissíveis e, no primeiro caso, eles nunca sabem explicar como deixaram acontecer e no segundo, bom, ninguém fala sobre o segundo.

Os tabus sexuais insistem em permanecer nessa sociedade pseudo-liberal, que ainda não aprendeu de fato a lidar com conseqüências de seus atos pseudo-livres.

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