Todas aquelas ruas eram familiares, todos aqueles carros, as árvores sem folhas, o vento no rosto, as cores, as alturas, os prédios, as crianças. Era tudo o que eu amava. Era tudo o que eu queria, para sempre. E eu ainda amo, e ainda seria bom ter tudo aquilo para sempre. Mas na vida a gente tem que fazer escolhas, não se pode ter tudo, não se pode ser onipresente. Onipresença é coisa de Deus e eu sou só uma pequena parte dele.
Mas ele me dá o que eu posso receber e estar lá é sempre um bom presente. Meus olhos para poder enxergar, meu nariz para poder sentir o cheiro que só eu sei como é, porque ele vem acompanhado de um sentimento meu, sentimento único, sentimento bom. Minha boca para sentir o gosto da amêndoa no arroz e meu tato, para sentir a lágrima que não se sentiu à vontade para descer dos olhos.
Eu não gosto de extremos, não gosto de definições e a eternidade me assusta um pouco. Mas quando é sobre o amor, não tem como não ser eterno. E, mesmo que algum dia seja diferente, ninguém vai mudar o que eu sinto, o que eu senti enquanto estava lá. Isso é meu, meu para sempre.
Primavera, verão, outono, inverno... Não importa! Eu amo a Philadelphia em todas as estações, em todos os momentos, com todas as pessoas! Se é verdade que todo mundo tem um lugar no mundo, lá é o meu lugar.
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