Quando os rumores da morte do Michael Jackson começaram, fiquei indignada com a proporção que aquilo estava tomando. Como um homem que era acusado de pedofilia, que supostamente tinha optado por mudar a cor da sua pele para branca e que era sempre envolvido em tantos escândalos de insanidade mental poderia ser tão popular. Por um segundo, fiquei com raiva de como as pessoas supervalorizam os mortos e conseguem apagar, de repente, todas as más atitudes e levam somente em consideração as virtudes. O cara era o rei do pop, afinal de contas.
Cheguei a fazer algumas piadas sobre a minha indignação até que me atentei para o fato de que, talvez, eu estivesse sendo injusta. Eu nunca gostei tanto assim das músicas dele, nunca me interessei por ler notícias suas, a não ser as manchetes, nunca tinha conversado com ninguém isso, ou melhor, sobre ele.
Um dia, após o trabalho, resolvi chegar em casa e pesquisar na internet sobre a vida de Michael. E descobri que muitas das minhas acusações - e da mídia e de muitas outras pessoas como eu - não tinham fundamento. Nitidamente, ele era um cara perturbado, que tinha problemas psicológicos e, quiça, psiquiatricos. Mas nunca foi comprovado que ele realmente abusou de crianças.
Sobre a mudança de cor, há muitas versões para a história, mas não encontrei nenhuma matéria onde ele admitia ter mudado propositalmente. Pelo contrário, a maior parte das histórias falava sobre problemas de saúde e vitiligo. E sobre um aceleramento da doença que ele tinha feito, para evitar as dores que sentia.
Aliás, uma relação que eu fiz é que muitas coisas aconteceram após um acidente de carro que o cantor sofreu em 1984. Não sei exatamente o que ocorreu ali, até porque não pesquisei tanto sobre isso, mas vi que grandes coisas aconteceram nesse ano em sua vida, incluindo esse acidente que fez com que ele perdesse parte do couro cabeludo, queimado.
Depois disso, passei a acompanhar as matérias e entrevistas sobre sua morte. Todas as pessoas que o conheceram o elogiavam, a maior parte dizia que ele era uma criança, o que confirma os problemas psicológicos.
Hoje, alguns dias depois de ter mudado minha visão, sei que não há verdades e mentiras sobre Michael Jackson. O que existe são histórias, todas interessantes, todas misteriosas e que jamais terão um julgamento.
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