quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Intimidade e tolerância

Definitivamente, intimidade e tolerância são palavras que não combinam! É o que acontece nos relacionamentos de longa data. A intimidade - e a rotina, sim, eu culpo a rotina porque eu posso, graças a Deus estou livre dela - pode acabar com qualquer bom humor quando a tolerância não se faz mais presente.

Você vê amigos que convivem todos os dias, que dividem apartamento, por exemplo, que não se suportam mais em certo momento. E quando cada um vai para sua casa, tudo volta ao normal. Por que? Sai a intimidade, entra a tolerância novamente.

Você vê casais que estão juntos há anos, que conhecem cada fio de cabelo um do outro, a pessoa da cabeça aos pés, todos os seus medos, desejos, prazeres, e que a intolerância é nítida. Não tem paciência para os suspiros, nem para as reclamações e algumas vezes nem para os elogios.

A minha precocidade teve seus pontos altos. Um deles foi errar bastante quando as coisas não tinham muita importância para poder acertar agora, que tudo já é mais sério. Intimidade tem que ter limite sempre. Seja com o namorado, marido, amigo, colega de trabalho ou qualquer outra pessoa. Não dá para contar tudo, não dá para saber tudo, não dá para dividir tudo. Há uma linha tênue entre o possível e o impossível, entre o viável e o inviável, que só o bom senso pode definir.

Ontem eu presenciei níveis extremos de intimidade... dos outros, é claro. E a intolerância era a peça principal da historia.

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