Se Mário Vargas Llosa não me apresentasse Palomino Molero, eu continuaria acreditando em teoria da conspiração por toda a vida. Aliás, se Paulo Coelho não tivesse feito parte da minha adolescência e juventude (!), eu não entenderia tão bem como a auto-ajuda é importante para o dia a dia.
Nina Lemos, em contrapartida, reforçou bastante na minha cabeça o fato de que auto-ajuda pode até ajudar, mas não deve ser levada tão a sério. Enquanto as edições de Fernando Luna, da TPM, me fizeram entender que o lado "cool" e "cult" sempre chamam mais atenção que o lado sexy, explorado pela NOVA, dirigida por Cynthia Greiner, ou que o lado mãe, explorado pela Cláudia, dirigido por Márcia Neder.
E o amor, eu não teria entendido tão bem o que ele significa se não fosse O Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel Garcia Marquez... Isso sim é que é amor, para toda a vida. Ou amor para toda a vida, sem a vírgula? Acho que quem leu o livro sabe bem que essa vírgula é necessária.
A verdade mesmo é que todas as notícias diárias, do Globo, JB, Folha de São Paulo, Estadão, G1, Sidney Rezende, New York Times... são palavras ao vento. Nenhuma delas nos faz entender a vida como ela é. Esse papel é dos escritores, dos romancistas, cronistas, colunistas, que nos fazem ver a vida com outros olhos, com olhos romanticamente reais.
Não mencionei ainda como Thomas Mann me ensinou sobre amizade, dignidade e lealdade com o livro Cabeças Cortadas. Ou Jostein Gaarder me mostrou um novo mundo com O Mundo de Sofia.
Quanto ao jornalismo, talvez "eles" estejam certos. Não é preciso diploma para ensinar as pessoas a escolherem pautas sem importância social (vide o sumiço de Belchior no Fantástico) ou para valorizar mais o ibope do que a qualidade do conteúdo. Assistir brigas ao vivo, a cores e em HD, como aconteceu dia desses entre Globo e Record, entre pessoas graduadas... Políticos corruptos, violência, dramatização da vida real...
Talvez se as escolas, os vestibulares e as faculdades dessem mais valor aos livros, como era antigamente, e menos importância às notícias dos jornais diários, poderíamos ter um futuro melhor, mais humano, as pessoas entenderiam o que realmente vale a pena na vida. E ninguém se importaria com diploma de marajás ou diploma de jornalistas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário