sábado, 27 de fevereiro de 2010

da turma dos viciados em sexo...


Sim, sim. Existe, eu sei. Eu li A cura de Shopenhauer, como quem acompanha o blog sabe. E um dos principais personagens do livro era viciado em sexo e se curou. Sim, ele se curou através da cura de Shopenhauer, onde ele aprendeu que devemos controlar nossos desejos porque se nos rendermos a eles, viramos prisioneiros. Às vezes pelo resto da vida.

Eu não conheço Tiger Woods. É claro que não o conheço. Mas o que quero dizer é que tudo o que eu sei sobre ele é que uma das pessoas mais ricas do mundo e deve isso ao golfe, ponto. É tudo. Mas é estranho que essa "doença" só tenha vindo à tona depois que sua mulher descobriu e tornou pública suas traições, não?

Talvez se ele fosse brasileiro, essa história de vício em sexo nunca teria existido. Mas os americanos têm vergonha. Têm algo que não sabemos explicar muito bem por aqui. Algo que eles costumam chamar de... honra?! Seja o que for, é algo relacionado à sua imagem e sobre o que as pessoas pensam sobre você.

Ele não traiu a mulher porque é uma pessoa sem honra, mas porque tinha um problema, uma doença e precisa de tratamento, ora bolas. E ponha bolas nisso...

Talvez, no final das contas, ele tenha feito mais o bem do que o mal. Pois, por causa de sua história "triste", muitas pessoas descobriram que eram viciadas em sexo e talvez se tratar. Jornais de esportes e saúde e revistas como Super Interessante e Galileu, no Brasil, tentaram explicar para a população que ele pode não estar brincando, a doença existe mesmo.... Pois é.

O que me intriga é a origem do problema. Ninguém obriga ninguém a se casar. Os acordos de um relacionamento podem ser detalhados no início, quando não há envolvimento emocional e as regras podem ser mais claras. A lealdade e fidelidade são questionáveis, sim. Mas é preciso ser mútuo, para ser justo.

Pior que a mentira de todos os anos de Tiger Woods para com sua esposa, é a mentira que se cria para justificar outra mentira. É por essas e outras que eu, como outras pessoas que conheço, prefiro encarar a verdade... quase sempre que posso.

Nenhum comentário: