sábado, 26 de junho de 2010

Um projeto para chamar de seu



Tem aquelas coisas que a gente nunca se esquece. Boas e ruins. Eu nunca me esqueço do dia que a tia Mônica, mãe da Camila, nos disse que "tudo na vida tem seu lado bom. TUDO". Nunca me esqueço do dia em que eu percebi que mentir era trabalhoso demais e resolvi que "sempre" falaria a verdade. Outra dessas coisas que eu sempre me lembro, é uma conversa que eu tive com o Rafa B., quando ele me disse que sempre tinha um projeto. Quando ele atingia alguma meta, já criava outra. Eu lembro de ter dito algo do tipo "nossa, eu queria muito ser assim". Não que eu não faça projetos. Eu faço. Um monte. A questão é que eles são tantos, que eu acabo não me prendendo a nenhum deles.

Eu não planejei casar. Nem comprar um apartamento. Nem um carro. Não planejei ficar seis meses nos Estados Unidos, não planejei morar no Rio de Janeiro, nem fazer pós-graduação em Marketing. As principais coisas que aconteceram na minha vida, simplesmente aconteceram.

Foi questão de semanas desde o momento em que eu decidi viajar e o momento em que eu viajei. Foi no dia que eu conheci o Igor que eu decidi que o namoraria e em coisa de algumas semanas, estávamos ficando pela primeira vez. Eu caí de paraquedas em uma empresa de assessoria de imprensa e escolhi a pós em marketing pelo Ibmec por motivos diferentes dos que eu avaliei para finalizar a pós.

E aí, como vocês sabem, eu assisti ao filme Julie & Julia. E estou lendo o livro Eat, Pray, Love, onde ela também fez um planejamento de um ano. 


E eu resolvi que eu quero fazer um planejamento também. 


Aí comecei a pensar o que poderia planejar. Sobre minha vida profissional? Sobre minha vida pessoal? Sobre meu casamento? O que os dois exemplos que eu citei, do filme e do livro, têm em comum? Eles têm em comum o "descompromisso". No filme, ela faz seu projeto quase que de brincadeira. Para encontrar felicidade no seu dia a dia. Um propósito. Um projeto que fosse só dela, do qual ela poderia se orgulhar. No livro, ela consegue unir o útil ao agradável. Viajar a trabalho. Mas para fazer o quê? Sim, ela tinha liberdade. Ela poderia fazer o que quisesse. Contanto que tivesse uma história interessante para contar ao final de 12 meses. 


Foi através dessa avaliação, que eu decidi que quero fazer um projeto relacionado aos meus momentos de prazer. Quem sabe ele não dá tão certo que rende um livro? Ou um roteiro? Ou, na menos prepotente das hipóteses, que renda boas lembranças?

Estou aberta a boas ideias. Só para vocês saberem a que pé andam meus pensamentos... tenho duas coisas em mente. Uma delas é um projeto esportivo. No ano passado, comecei a levar a corrida mais a sério. Em todas as provas que me inscrevi, corri 5km. Em 2010, já consegui completar 10km, na mesma velocidade que completei os 5. Um grande passo. Ano que vem, correria as 10 milhas da Mizuno, aumentando os km para 16. Em 2012, correria minha primeira meia-maratona (21km), E em 2013, correria minha primeira maratona, aos 28 anos.

Outro projeto - audacioso, mas interessante - seria o de conhecer o Brasil em 24 meses, um mês visitando cada estado, tirando Rio de Janeiro e São Paulo da lista. Nos lugares que já visitei, visitaria outras cidades. Seria um investimento, mas que valeria - muito - a pena.

Bom, aceito sugestões. Como vocês podem ver, o céu é o limite. As possibilidades, a gente avalia depois. A ideia é o que importa agora! Se quiserem me mandar por e-mail, melhor ainda: juliagscosta@gmail.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

Eat, pray, love

Comecei a ler hoje, no ônibus, também em inglês para praticar. Apesar de já ter lido várias páginas, não consegui me dedicar inteiramente ao livro. Assim que entrei no 755 (Cascadura-Gávea), vi duas pessoas suspeitas e não sosseguei até chegar a minha hora de descer. Aliás, quero deixar claro que não desci antes porque sabia que o ônibus lotaria e que não é comum o assalto em ônibus cheio, a não ser que você esteja do lado do bandido, o que não era o caso.

Mas entre pitadas de Itália e um lindo italiano e momentos de tensão, eu não consegui me dedicar nem a uma coisa, nem à outra e minha mente só se ocupava das conversas que eu tenho tido com algumas colegas jornalistas. Todas cheias de planos, todas cheias de ideias. É tão bom dividir esses momentos com elas, dividir as experiências, as coisas boas, as coisas chatas. Eu amo jornalismo, por mais piegas que isso possa parecer.

Hoje aconteceu uma situação que me fez pensar coisas muito ruins sobre as redações dos jornais cariocas. Eu havia sugerido uma pauta há algumas semanas: fondue. Por que há algumas semanas? Porque era quando os principais restaurantes estavam lançando a novidade de inverno. Só que o repórter achou que ainda estava muito cedo para falar de fondue e disse que falaria mais pra frente.

Sem problemas nenhum. Aguardei. Toquei no assunto algumas vezes, mas sem cobranças. Sabia que ele já sabia que eu tinha as sugestões e deixei que ele ficasse à vontade de escolher quando queria fazer a pauta. Ele é o repórter. Ele tem esse poder.

Hoje descobri por sua editora que ele estava fazendo a pauta. Legal. Mandei para ele tudo de novo, com a máxima organização, com preço, descrição, serviço (endereço, forma de pagamento, etc) e fotos. Fotos lindas, diga-se de passagem. Esperei algum tempo e liguei.

Qual não foi minha surpresa quando ele disse que "obrigada, Julia, mas já tenho sugestões o suficiente".

Sim. Raiva? Imagina... Você se organiza. prepara uma estratégia, consegue fotos profissionais com os clientes e se adianta, na tentativa de ajudar o repórter a não deixar aquele assunto importante passar. Quem não fala de fondue no inverno? É o que as pessoas buscam, é o que os leitores querem saber! Quem oferece fondue, quando, aonde e quanto!

Não tive como deixar passar. Tive que lembrá-lo da minha antecipação, lembrá-lo de que ele mesmo falou que "ainda não estava frio o suficiente para isso" e que "quando fosse a hora, saberia o que tínhamos sugerido".

A raiva me remeteu a outra situação, que aconteceu na semana passada. O mesmo indivíduo a quem me refiro acima e outra pessoa importante no cenário gastronômico carioca, tiveram a "sorte" de errar no mesmo dia as informações de uma nota que passamos corretamente (em ambos os casos).

O que me faz perguntar: se a nota está praticamente igual ao que enviamos, por que eles fazem questão de mudar? Só para colocar errado??? Quando eu mudo algo em algum texto, a primeira coisa que eu avalio é se o sentido continua o mesmo!!! Não? Sim. É o que as pessoas normais fazem.

Mas eu me pergunto! O que será que acontece nas redações cariocas para que tantos erros ocorram??? É simplesmente toda semana!!! Eu não consigo entender. Eles chegam tarde na redação. E eu confesso que não sei que horas eles saem. Mas será que o trabalho deles é tão difícil e complicado que eles não conseguem copiar e colar as informações que mandamos? Nós entendemos que eles têm que editar, mas não dá para editar sem alterar o sentido? Pelo menos uma vez?

Não. Imagino que não dê.

Aí fico com ideias empreendedoras... pensei em lançar um jornal somente para erratas. No Rio de Janeiro ele ia vender bastante. Talvez até mais que os jornais vigentes, já que este teria as informações corretas.

Voltando ao Comer, rezar, amar, imagino que seja o livro apropriado para mim neste momento. Estou precisando de incentivos à reza, à vida espiritual, à meditação. Preciso olhar o lado bom da gastronomia, preciso pensar nas próximas viagens que quero fazer. Preciso parar de me prender a esses sentimentos negativos como raiva e indignação e me jogar com tudo nos bons sentimentos, como paz, amor, compaixão e perdão.

Acho que todos precisamos.

sábado, 19 de junho de 2010

Tragédias da vida privada

Sabe que eu não acreditei quando ela desceu do ônibus correndo, no meio da rua, e foi atrás daquele menino? Eu estava acompanhando a discussão desde Copacabana, quando entrei no 2016 (Castelo-Barra Sul, se eu não me engano). Poderia dizer que ele estava gritando com ela, se não fosse um mínimo de vergonha que ainda se fazia presente. A voz era forte, rude e mais alta do que deveria ser.

Ele falava sobre como ela havia se insinuado para os amigos dele no dia do jogo do Brasil e que ela havia bebido além do limite, que a roupa que ela havia escolhido não era adequada - pelo que eu pude entender, ela estava de short... muito curto na opinião dele - e que a prova disso tudo eram os elogios que todos faziam a ela quando chegavam, dizendo que ela "estava diferente".

Eu poderia dizer que quando as pessoas, principalmente os homens, acham que alguma mulher está sendo vulgar, eles não dizem "você está bonita, diferente". Ou eles não dizem nada - para elas - ou eles fazem "piadas".  Para um homem dizer que "você está bonita, diferente", é porque, talvez, você esteja "bonita, diferente". Eu não consigo ver mal sentido nisso, por mais que eu tente.

Pelo contrário. Talvez, naquele dia, ela tenha resolvido ignorar o pedido do namorado para usar um bermudão, tenha bebido um pouco além da conta, simplesmente porque era o que ela queria fazer. E uma onda de segurança e independência tenha se apossado dela, fazendo com que ela chamasse mais atenção do que as outras meninas.

Vai saber.

A questão é que o menino não foi nem um pouco legal com ela na discussão dentro do ônibus. A chamou de coisas que eu prefiro nem repetir aqui. Ela chorava e tentava argumentar, dizendo que jamais se insinuaria para outro homem, se tudo o que ela queria era a atenção dele. Que ela o respeita e que nunca nenhum amigo dele demonstrou segundas intenções com ela, porque, além de tudo, ela nunca tinha dado essa oportunidade a eles.

Acho que ela estava se defendendo bem. Até a hora que ele resolveu terminar o namoro e descer num ponto qualquer. O ônibus estava parado no sinal.... e foi aí que tudo desandou. Não é que a menina começou a gritar, chorar, pedir desculpas, implorar por seu perdão?! Ela aproveitou que o ônibus estava parado, a porta ainda estava aberta, e desceu correndo atrás dele, se ajoelhou no chão, aos pés dele, e IMPLOROU por seu perdão.

Não preciso dizer nada, né? Não pelo fato dela ter pedido desculpa significar que em algum momento ela poderia ter sido culpada. Mas o conjunto das suas atitudes out of nowhere fizeram com que eu tivesse certeza que ela se insinuou para os amigos dele, que ela bebeu demais, sim, e que o short talvez estivesse muito curto.

E, mesmo que ela não tivesse feito nada disso, ainda merece um cara tão babaca quanto o namorado que tem. Porque para achar que precisa tanto dele a ponto de pedir desculpas por uma coisa que não tem culpa... tsc tsc.

Tragédias da vida privada. E acontece aos montes.

sábado, 5 de junho de 2010

Julie & Julia


Eu acabei de assistir ao filme Julie & Julia! Incrível! Muito bom! As the matter of fact, o que me inspirou a baixar o filme foi o almoço de ontem, no Alameda, especializado em escargot. Eu tive a chance de almoçar com a produtora de culinária do programa Mais Você, Daniela Meira, e sua amiga, Nádia Schiavinatto, editora do Gazeta do Povo Online, dona do blog gastronômico Conversa Temperada. Ótimas companhias, almoço agradabilíssimo, com o bônus de termos a presença de Otton Junqueira, um dos proprietários do restaurante, que, junto com sua esposa, Sílvia Mello, idealizou e aplicou todas as receitas do seu cardápio especializado em escargot.

Para mim, que trabalho com gastronomia e assessoria de imprensa, o almoço foi extremamente produtivo e valioso. Sem contar, é claro, que tanto a Dani, quanto a Nádia, são ótimas companhias e têm aquela energia que somente as pessoas boas têm. Não é difícil reconhecer!

Mesmo preocupada com a hora, porque estava fora do escritório num dia agitado, logo após o feriado, e tinha que voltar logo para fazer um monte de coisas - e ficamos lá das 13h às 15:30h -, aproveitei cada minuto que pude. E uma estranha vontade de ler, assistir e conhecer mais sobre gastronomia me tomou. Sim, logo eu, que, vocês sabem, "odeio cozinhar".

Talvez o segredo esteja aí. Eu posso não gostar de uma coisa e gostar de outra. Talvez eu goste de conhecer novos pratos - desde que comecei a trabalhar com gastronomia, experimentei pratos que me surpreenderam, das coisas mais chiques, como escargot e trufas, às coisas mais simples, como rabada e polenta. Sim, eu tinha certeza que não gostava delas, mas eis que surge a oportunidade de conhecê-las em novas versões.

"Aquela rabada.... é especial" ... quando imaginei que falaria algo como isso? Ainda mais eu, que não gosto de aconselhar pessoas porque reconheço o quanto somos todos diferentes e acredito na decepção quanto mais a expectativa. Mas falei, para a editora do Gazeta do Povo Online e para a produtora de culinária, e também nutricionista, do Mais Você. E - thank God - elas não se decepcionaram.

Talvez eu reviva o blog JantaPontoCom ... talvez eu experimente algumas receitas dos livros que dei para o Igor de presente e que ele não gosta - ele é um ótimo cozinheiro, mas gosta das receitas tradicionais. Talvez essa seja só uma coisa temporária, que vai acabar assim que eu tiver que colocar os pés na cozinha novamente. Quem sabe?

A questão é, é bom se sentir assim. Com possibilidades. Cozinho ou não cozinho? Aprendo ou não aprendo? Escrevo ou não escrevo? Não há nada melhor do que a possibilidade de escolher. Nada.

Things

Eu estou neste exato momento pesquisando o que significa sonhar com mar. Só nesta semana, foram três vezes. Em duas delas ele estava revolto. Sim, quase sempre está revolto nos meus sonhos e eu sei que isso não é uma coisa boa. Mas algo aconteceu de forma diferente, que não costuma acontecer com frequência, e, para falar a verdade, eu não sei quando foi a última vez que aconteceu: eu sonhei com a luz do dia.

Não é estranho que em 99% dos sonhos que eu tenho, está escuro, como se estivesse noite? E não é noite, porque muitas vezes eu estou na praia, as pessoas estão no mar, pegando onda, brincando, "pegando sol"... como é que isso funciona? Provavelmente Freud sabia melhor do que eu e você. E nem o Google conseguiu me dar uma boa perspectiva sobre o que isso significa. Uma coisa é certa, não é um significado agradável.

---

Eu tenho que fazer meu TCC da pós-graduação. Acho que é isso o que me faz ter tanta certeza sobre ser jornalista, escritora. Eu tenho que escrever um trabalho com cerca de 30 páginas, para entregar segunda-feira, e eu tenho certeza que eu vou conseguir, mesmo nem tendo começado ainda. Eu não me importo em tirar 7, ou 8. Só de saber que eu vou conseguir fazer um trabalho tão importante em tão pouco tempo.... As únicas coisas que eu preciso são fontes. E essas eu já tenho. Não é incrível? Sim, talvez eu esteja me vangloriando sem nem ter ainda finalizado o trabalho, sem nem ter ainda minha nota. Mas, confesso. Estou confiante como sempre, quando se trata de escrever sobre algo.

Sim, tudo isso soou um tanto quanto prepotente. I just can't help it.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Catcher in the Rye



Você já leu The Catcher in the rye (O apanhador no campo de centeio)? Nossa! Que livro! Há tempos eu não lia um livro tão rápido quanto li esse. Ele é tão descritivo, faz com que você se prenda a tantos detalhes, que só depois de ter terminado que eu fui pensar na "moral da história". Fiquei entretida em cada história contada pelo jovem Holden e todos os personagens que ele mencionou! Que livro!

É inspirador, ainda mais para pessoas que, como eu, gostam de escrever. Depois de todos os últimos livros que li, só agora percebi o quanto sinto falta dos livros bem descritivos. Eles são inspiradores! Mesmo quando ainda estava no início, ele já fez efeito em mim. Eu percebi num dia que vinha do trabalho para casa e ficava narrando as coisas que eu via e que pensava, como no livro acontece. Como se existisse alguém que me escutasse. Sabe? Bem... aqui, muitas vezes, os "leitores" não deixam comentários, nem comentam comigo pessoalmente ou no Facebook que leram os textos, mas eu sei que há leitores e sei que "existe" alguém que está lendo tudo isso que eu escrevo. É bem diferente de quando estou no ônibus indo para casa e pensando. É tão maluco, que chega a ser libertador.

Outra coisa que me chamou atenção é que o livro é da década de 50! Tem ideia? Eu não sei se that's life ou se as coisas são assim só com os norte-americanos, mas a impressão que dá é que pouquíssimas coisas mudaram, mesmo tendo passado 60 anos! A Quinta Avenida já tinha a mesma importância, o Radio City Music Hall já existia, assim como o ring de patinação perto dele (que fica no Rockfeller Center) e como o Museu de História Natural e o Zoológico. Tudo no mesmo lugar que antes, é claro. E as escolas que ele menciona que existem há milênios, indubitavelmente existem até hoje! É assim que as coisas são por lá. E a rotina é a mesma e as pessoas só não são as mesmas porque, "eventualmente", elas morrem"

E a linguagem que ele usa, exceto algumas gírias de época, é tão atual! O jeito de falar é tão "jovem". Não preciso dizer que amei o livro, né? Agora, falando da história em si, e do "resultado" da obra, além da linguagem, o conteúdo não deixa a desejar. É engraçado perceber que as angústias de 60 anos atrás podem ser, para algumas pessoas, exatamente as mesmas angústias de hoje.

É um livro que vale a pena. Um livro que realmente vale a pena.

Ps. Obrigada, Camila! Acertou na mosca. Era exatamente esse tipo de livro que eu estava precisando ler!

terça-feira, 1 de junho de 2010

♥ Do RJ para você ! ♥


Sim, ainda há resquícios do telefone roubado. Uma leve tristeza de não ter mais a conexão 24/7. Como aprendi já há muitos anos, há males que vem para o bem. Imagino que já tenha dito antes, mas é ou não é o melhor clichê ever? Acabei passando realmente o final de semana longe da World Wide Web e tive momentos felizes, de reencontros e desencontros como há muito não vivia.

No sábado, fiz três programas culturais com minha soul mate Camila Teicher, que viaja para o México em algumas semanas. Fomos à exposição World Press Photo, na Caixa Cultural. Como esperávamos, valeu muito a pena. As imagens da categoria cotidiano são um tanto depressivas, tristes, ensanguentadas... mas há muitas imagens bonitas. Além disso, é uma aula de história contemporânea e ciências sociais! Basta sair de lá com os principais eventos anotados num bloquinho, fazer uma pesquisa no nosso querido Google, para estar a par de tudo o que tem acontecido na nossa bola de gude gigante.

Depois fomos ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) para a exposição Rebelião em Silêncio, de Rebecca Horn. Valeu muito a pena. Principalmente pelas sensações que ela oferece nas obras. Mas tem que ver até o final. Não vale não esperar a cena do piano!

Partimos de lá para o shopping da Gávea, onde fomos assistir ao filme de Woody AllenWhatever Works, ou, para quem prefere os títulos em português, Tudo pode dar certo. Sabe que não poderia vir em hora mais perfeita? Estava no contexto de muitas das nossas conversas nesse sábado agitado e muitos dos meus pensamentos, principalmente depois do assalto. Vale a pena assistir.

Antes disso, na sexta, quando estava voltando para casa, resolvi parar na locadora e alugar o filme Banquete de Amor. Eu sei, o nome é horrível e parece título de comédia romântica bem ruim. Mas não é. Quem me indicou, por incrível que pareça, foi um homem, meu marido. Disse que assistiu dia desses num vôo e disse ter certeza que eu gostaria. É claro, estava certo. O filme fala sobre o que eu diria que foi o meu pensamento da semana. Não importa quanta dor vem junto, viver é sempre uma dádiva e sempre vale a pena.