Sabe que eu não acreditei quando ela desceu do ônibus correndo, no meio da rua, e foi atrás daquele menino? Eu estava acompanhando a discussão desde Copacabana, quando entrei no 2016 (Castelo-Barra Sul, se eu não me engano). Poderia dizer que ele estava gritando com ela, se não fosse um mínimo de vergonha que ainda se fazia presente. A voz era forte, rude e mais alta do que deveria ser.
Ele falava sobre como ela havia se insinuado para os amigos dele no dia do jogo do Brasil e que ela havia bebido além do limite, que a roupa que ela havia escolhido não era adequada - pelo que eu pude entender, ela estava de short... muito curto na opinião dele - e que a prova disso tudo eram os elogios que todos faziam a ela quando chegavam, dizendo que ela "estava diferente".
Eu poderia dizer que quando as pessoas, principalmente os homens, acham que alguma mulher está sendo vulgar, eles não dizem "você está bonita, diferente". Ou eles não dizem nada - para elas - ou eles fazem "piadas". Para um homem dizer que "você está bonita, diferente", é porque, talvez, você esteja "bonita, diferente". Eu não consigo ver mal sentido nisso, por mais que eu tente.
Pelo contrário. Talvez, naquele dia, ela tenha resolvido ignorar o pedido do namorado para usar um bermudão, tenha bebido um pouco além da conta, simplesmente porque era o que ela queria fazer. E uma onda de segurança e independência tenha se apossado dela, fazendo com que ela chamasse mais atenção do que as outras meninas.
Vai saber.
A questão é que o menino não foi nem um pouco legal com ela na discussão dentro do ônibus. A chamou de coisas que eu prefiro nem repetir aqui. Ela chorava e tentava argumentar, dizendo que jamais se insinuaria para outro homem, se tudo o que ela queria era a atenção dele. Que ela o respeita e que nunca nenhum amigo dele demonstrou segundas intenções com ela, porque, além de tudo, ela nunca tinha dado essa oportunidade a eles.
Acho que ela estava se defendendo bem. Até a hora que ele resolveu terminar o namoro e descer num ponto qualquer. O ônibus estava parado no sinal.... e foi aí que tudo desandou. Não é que a menina começou a gritar, chorar, pedir desculpas, implorar por seu perdão?! Ela aproveitou que o ônibus estava parado, a porta ainda estava aberta, e desceu correndo atrás dele, se ajoelhou no chão, aos pés dele, e IMPLOROU por seu perdão.
Não preciso dizer nada, né? Não pelo fato dela ter pedido desculpa significar que em algum momento ela poderia ter sido culpada. Mas o conjunto das suas atitudes out of nowhere fizeram com que eu tivesse certeza que ela se insinuou para os amigos dele, que ela bebeu demais, sim, e que o short talvez estivesse muito curto.
E, mesmo que ela não tivesse feito nada disso, ainda merece um cara tão babaca quanto o namorado que tem. Porque para achar que precisa tanto dele a ponto de pedir desculpas por uma coisa que não tem culpa... tsc tsc.
Tragédias da vida privada. E acontece aos montes.
Um comentário:
a questao é que, muitas vezes, nos nao precisamos nem fazer isso tudo para nos humilharmos... fazemos a nos mesmas algumas negligencias, . eu assumo, eu faço pequenas negligencias. ela fazer isso foi uma pova total de imaturidade e falta de amor próprio digna de ficçao. mas e as nossas pequenas negligencias? essas que me preocupam.
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