segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pensar é perda de tempo

Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas pensar faz com que eu perca meu tempo. Acho que passo grande parte do meu dia pensando em como as coisas seriam se... Tanto em coisas que já aconteceram no passado, quanto - principalmente - coisas que estão para acontecer no futuro. Caso eu pudesse escolher entre ser um ser não pensante e um ser pensante - levando em consideração somente as duas espécies de humanos que conhecemos até hoje -, ainda com todos os pesares, escolheria a segunda opção. Mas que pe difícil ser assim, é.

Primeiro porque você passa mais tempo pensando nas possibilidades, do que vivendo-as (não estou certa sobre essa gramática). Segundo porque, o invés de deixar as coisas acontecerem, você se prepara para tudo o que pode, talvez, estar por vir. Precavendo-se de quedas, mudanças bruscas de direção, deixando toda a supresa excitante da vida de lado. Quem quer isso para si?

Outro lado negativo - já que estamos exercendo aqui somente o ataque - é que às vezes eu penso tanto, que acabo perdendo o fio da meada, perdendo conseqüentemente meu tempo. De forma dobrada, no final das contas.

Acordei! O tempo passou!

Não faço isso sempre, mas de tempos em tempos (num período entre anos, eu diria), paro um segundo para ver como as coisas aconteceram na minha vida. Não é sempre que eu consigo fazer isso, pois se resolver fazer de ano em ano, não tem muita graça, não tem muita mudança. Mas como eu sou fã dos números múltiplos de 5 e 10, e esse ano eu e Igor estamos fazendo cinco anos juntos, acho que tenho bastante coisa para analisar.

Fui além. Cinco anos é uma boa referência de como parece que foi ontem. Mas posso voltar, por exemplo, no último ano do segundo grau, um dos momentos mais marcantes da minha vida, e de muitas outras pessoas acredito eu. Na época eu comecei a me apaixonar por Counting Crows e ouvia muito Nelly Furtado também. Entre os brasileiros, estava na minha fase samba e pagode. Era divertido, no mínimo.

Fui a muitos shows onde perdi tantas e tantas calorias sambando, logo ingeridas novamente através de cervejas e belisquetes. Mas, no final, o saldo era positivo, em todos os sentidos. Apesar de sempre namorando, nas "entre-safras" acabava me divertindo e compensando o tempo "juntada". Acho que aproveitei o suficiente nesse quesito...

Gostava muito de praia, estava sempre nela! Dia de semana, final de semana, em tempo de férias, em tempo de aulas, verão ou inverno! Eu e minha prancha de bodyboarding que me proporcionava muitos momentos de reflexão atrás das ondas. Eu nunca aprendi a fazer as manobras que até amadores sabem fazer. Mas muitas vezes só de estar lá no mar, em cima da prancha, esperando as ondas menores vindo, já me sentia muito, muito bem.

E foi nessa época também que comecei a me aventurar em viagens sozinha. Tanto para o Rio, quanto para Santos, quanto para Búzios, quanto para Cabno Frio, quanto para Curitiba e, uns anos depois, para o exterior. Mas foi ali onde tudo começou.

Os livros preferidos ainda eram de Paulo Coelho, mas assim que a faculdade começou recebi um uograde. Tomas Mann, Rolland Barthes, Jean Paul Sartre, João Ubaldo Ribeiro começaram a fazer parte das minhas estantes.

Quando entrei na faculdade, muitas coisas mudaram. E a faculdade voou. E eu continuei namorando, sempre. Mas a vida continuou agitada entre términos, reatamentos e novos relacionamentos. Ainda bem, né!

Entrei na faculdade cedo, puxei muitas matérias de períodos a frente, mas resolvi viajar. Fiquei seis meses fora, me apaixonei, voltei para o Brasil, me apaixonei de novo, desapaixonei duas vezes, fiquei com alguns meninos... Comecei a trabalhar, mudei de faculdade e, eventualmente, me apaixonei para sempre. Namorei bastante, viajei demais, amadureci, me formei, consegui um emprego e casei.

Ontem eu estava abraçando meus amigos, chorando e parabenizando-os pela formatura.

Hoje já é amanhã!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Over and over again

Nós nunca cansamos de ver as mesmas histórias se repetindo. Não só num mundo fictício, onde gostamos de nos identificar com os personagens que cantam, dançam, riem, choram, atuam... Nas telas de cinema ou em casa mesmo, na TV, nas páginas dos livros ou em contos de revistas. Mas na vida real também, entre as pessoas que convivemos, nas situações que nos metemos, no dia a dia, no incomum.

Por que na hora mais importante nós nunca estamos com nosso melhor vestido ou nunca toca aquela música que tinha TUDO a ver com o momento? Bom... na minha cabeça sempre toca. E, afinal de contas, não é quando elas estão de jeans e moleton que o mocinho aparece em seu estado mais romântico?

E o que é mais importante? A melodia, o ambiente ou a letra? O ambiente, é claro! Se está ventando ou não, chovendo ou não, calor, frio, se tem árvores ao redor que configurem a brisa, se está claro ou escuro, se tem o barulho do mar no fundo... Não importa o que você está vestindo, não importa que música está tocando e, às vezes, não importa nem o que é dito.. se o ambiente for certo, todo o resto fica também.

Homens que reproduzem cenas de comédias românticas existem, sim. A maioria é pisciano, de fato. Mas, além de todo o "romantismo" - ou uma boa forma de escapar da culpa -, o pacote vem com muitas outras complicações. Complicações estas que nunca são expostas nos filmes, é claro. e por que seriam? Ninguém se importa com o que vem depois de "eles viveram felizes para sempre"... problemas com o trabalho, divórcio, mudanças? Já acontecem aos montes aqui no planeta Terra!

Mas a verdade mesmo é que não importa quantas músicas melosas ainda vamos ouvir, não importa quantos moletons ainda vamos conhecer e quantas palavras românticas de mocinhos que fizeram besteira durante o filme inteiro vamos prestar atenção... vamos continuar amando comédias românticas!!! E assistindo-as quantas vezes for preciso! ;)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Changes came earlier this year

Chegamos ao vigésimo dia do mês! Mas já??? Acabamos de virar o ano! Ontem comemoramos o reveillon! O Natal parece ter sido semana passada! Sim.. esse é o tempo do nosso tempo! As coisas acontecem de repente e o tempo não voa, ele corre!

Apesar do meu desespero diante da rapidez com que as coisas andam, estou satisfeita com a forma como elas estão caminhando por enquanto. Mudanças aconteceram e de acordo com os meus desejos. Eu amo mudanças e fazia tempo que elas não aconteciam na minha vida (exceto pela mudança de apartamento e pelo casamento do ano passado... )..

Quando elas acontecem, é como se eu estivesse renovando todas as minhas energias! E, mesmo sem saber se elas vão ser boas ou ruins, eu me delicio com o sentimento de liberdade que a presença delas me proporciona!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Resoluções de Ano Novo


Segundo uma ONG britânica, Mind, as resoluções de ano novo podem causar mais problemas do que ajudar. A afirmação é baseada em cima de tópicos que trazem mais imagens negativas do que positivas, como, por exemplo, "perder peso". "Se concentrar em problemas ou questões que causam insegurança pode trazer uma sensação de desespero, baixa auto-estima e uma leve depressão", explicou o diretor da ONG, Paul Farmer. E mais, não concluir as ações relacionadas no início do ano pode causar sensação de incapacidade e fracasso, piorando ainda mais a situação.

Ao invés de se prender nos pontos negativos, ele sugestiona algumas ações pró-ativas, que podem ter efeito contrário ao das resoluções, como praticar exercícios, por exemplo. "Atividades físicas liberam endorfina, hormônio que desperta sensação de euforia e bem estar. Estudos indicam que o maior contato com a natureza também melhor o humor. Aprender coisas novas é benéfico, pois, além do aprendizado, aumenta a confiança em si próprio", explica Paul.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Alice

Alice era uma meninas excêntrica, tinha suas próprias - e únicas, e esquisitas - crenças. Era viciada em sexo e nunca teve namorado, pois acreditava que esse compromisso acabaria com toda a sua liberdade, de pensar, de ir, de vir, de ficar, de falar. Sempre caminhou sozinha, pelo mundo inteiro, conheceu pessoas, modificou culturas, foi hippie, viveu em comunidades indígenas, freqüentou a igreja católica e centros de Candomblé.
Alice se apaixonou. Perdeu as estribeiras, descarrilhou seu trem, encontrou cruzamentos e não soube qual caminho seguir, seguir todos. Largou o mundo, abandonou suas crenças, se absteve do sexo, esqueceu das pessoas e entregou sua liberdade à paixão.

Alice continuou sem namorado, mas sua vida virou uma cela de prisão, sem direito a sol quadrado, porque não olhava para o lado de fora. O felizardo que ganhou o coração de Alice, nunca apareceu. Só esteve uma vez diante de seus olhos, nunca trocou sequer uma palavra com ela e deu-lhe as costas por desprezar sua promiscuidade.

Alice pagou sua pena, libertou-se depois de um tempo, desapaixonou-se, ganhou sua liberdade de volta, pegou carona em navios, em canoas, em jegues, em motos e seguiu seu rumo. Encontrou novamente cruzamentos, mas soube exatamente qual caminho seguir, afinal de contas, qualquer um deles levaria aonde gostaria de ir: qualquer lugar!

Depois disso, Alice apaixonou-se e desapaixonou-se muitas vezes. E em certa altura de sua vida, resolveu arranjar um namorado depois de perceber que sua liberdade ia e vinha independente de seus atos, mas simplesmente por causa de seus sentimentos.