segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Acordei! O tempo passou!

Não faço isso sempre, mas de tempos em tempos (num período entre anos, eu diria), paro um segundo para ver como as coisas aconteceram na minha vida. Não é sempre que eu consigo fazer isso, pois se resolver fazer de ano em ano, não tem muita graça, não tem muita mudança. Mas como eu sou fã dos números múltiplos de 5 e 10, e esse ano eu e Igor estamos fazendo cinco anos juntos, acho que tenho bastante coisa para analisar.

Fui além. Cinco anos é uma boa referência de como parece que foi ontem. Mas posso voltar, por exemplo, no último ano do segundo grau, um dos momentos mais marcantes da minha vida, e de muitas outras pessoas acredito eu. Na época eu comecei a me apaixonar por Counting Crows e ouvia muito Nelly Furtado também. Entre os brasileiros, estava na minha fase samba e pagode. Era divertido, no mínimo.

Fui a muitos shows onde perdi tantas e tantas calorias sambando, logo ingeridas novamente através de cervejas e belisquetes. Mas, no final, o saldo era positivo, em todos os sentidos. Apesar de sempre namorando, nas "entre-safras" acabava me divertindo e compensando o tempo "juntada". Acho que aproveitei o suficiente nesse quesito...

Gostava muito de praia, estava sempre nela! Dia de semana, final de semana, em tempo de férias, em tempo de aulas, verão ou inverno! Eu e minha prancha de bodyboarding que me proporcionava muitos momentos de reflexão atrás das ondas. Eu nunca aprendi a fazer as manobras que até amadores sabem fazer. Mas muitas vezes só de estar lá no mar, em cima da prancha, esperando as ondas menores vindo, já me sentia muito, muito bem.

E foi nessa época também que comecei a me aventurar em viagens sozinha. Tanto para o Rio, quanto para Santos, quanto para Búzios, quanto para Cabno Frio, quanto para Curitiba e, uns anos depois, para o exterior. Mas foi ali onde tudo começou.

Os livros preferidos ainda eram de Paulo Coelho, mas assim que a faculdade começou recebi um uograde. Tomas Mann, Rolland Barthes, Jean Paul Sartre, João Ubaldo Ribeiro começaram a fazer parte das minhas estantes.

Quando entrei na faculdade, muitas coisas mudaram. E a faculdade voou. E eu continuei namorando, sempre. Mas a vida continuou agitada entre términos, reatamentos e novos relacionamentos. Ainda bem, né!

Entrei na faculdade cedo, puxei muitas matérias de períodos a frente, mas resolvi viajar. Fiquei seis meses fora, me apaixonei, voltei para o Brasil, me apaixonei de novo, desapaixonei duas vezes, fiquei com alguns meninos... Comecei a trabalhar, mudei de faculdade e, eventualmente, me apaixonei para sempre. Namorei bastante, viajei demais, amadureci, me formei, consegui um emprego e casei.

Ontem eu estava abraçando meus amigos, chorando e parabenizando-os pela formatura.

Hoje já é amanhã!

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