domingo, 29 de março de 2009

Carta de Perdão


Não sabia como falar com você, então resolvi escrever uma carta pública. É o caminho mais fácil que encontrei para que eu possa te dizer tudo o que penso, sem ter que encarar seus olhos, sua indiferença por não ter mencionado nada do que eu esperava ouvir de você.

Aqui, ao menos posso falar na esperança de que você não leia e, assim, eu pelo menos desabafo e tiro de mim esse sentimento que está apertando meu coração. É o que as pessoas egoístas, como eu, mais fazem, arrumar forma de se livrar de sentimentos que incomodam... Talvez a gente converse sobre isso pessoalmente.

Talvez também a sua indiferença signifique que você realmente não se importou. Será que existe essa possibilidade? Eu acho que seria menos doloroso para mim... Mais uma vez estou tentando me livrar das minhas próprias dores. Desculpa, não é por isso que estou aqui.

Eu devia ter ido lá, devia estar com você, devia ter ficado ao seu lado, mas eu não fui, não fiz, não fiquei, não necessariamente nessa mesma ordem. E eu lamento muito por isso, lamento demais, lamento tanto que eu poderia voltar naquele dia 1000 vezes para mudar o que fiz, ou o que eu não fiz.

Acontece que nada estava previsto daquele jeito. Se é que eu tenho o direito, peço a permissão de dizer que nada naquele final de semana aconteceu do jeito que eu esperava que acontecesse.

Desde a primeira mudança de planos, até a última, tudo deu errado. Se eu tivesse lido meu horóscopo antes de sair de casa, provavelmente mudaria de ideia. Mas não fui sagaz a esse ponto.

O plano era X, então Y e nada de Z. O X deu errado, o Y aconteceu mesmo assim, na esperança que o X ainda desse certo... Mas na metade do Y, eu desisti completamente do X e deveria ter feito o Z, mas foi exatamente aí onde errei.

Por quê? Não me pergunte. Toda vez que me faço essa pergunta, chego à nenhuma conclusão. Eu amo você, amo incondicionalmente. Se você fizesse comigo o que eu te fiz, ficaria imensuravelmente magoada.

Talvez exatamente por saber que você também me ama, eu achei que não fosse um problema grande não estar lá, com você.


Me desculpa? Por favor! Eu faria qualquer coisa, qualquer coisa mesmo para conseguir seu perdão!

Eu te amo!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Back on track




Hoje voltei ao meu ritmo de corrida diária! Será que vai dessa vez? Espero que sim. Saber que hoje é segunda-feira não é muito animador. Quantas segundas eu já não parei de roer unha, de beber refrigerante, comer carne vermelha, cortar doce da alimentação, exercitar minha paciência... e na terça-feira, tudo desandou.

Mas estou animada. Acho que quanto mais o tempo passa, mais certa das minhas decisões eu estou. No ano passado consegui ficar 5 meses sem roer unha. Comecei num sábado... Mas o que importa é que eu consegui, elas ficaram lindas e só voltei ao vício porque depois de algumas semanas sem ir ao salão, elas começaram a quebrar. Como se eu não soubesse...

Foi ano passado também que eu voltei a correr para valer. Fiz minha matrícula na academia e passei a ir sempre. Natal, reveillon e carnaval atrapalharam um pouco meus planos. Agora estou de volta à ativa. Depois da minha primeira corrida de rua fiquei empolgada, me matriculei em mais duas e estou me unindo a uma equipe. Tem que dar certo!

Estou nos 57,5Kg e com 19%de gordura corporal. Vamos ver como eu consigo diminuir esses números nos próximos três meses. Hoje acordei cedo e fui para a academia correr 5,1kg em 30min! Nada mal, mas já estive melhor. Velocidade a 10km/h.

domingo, 15 de março de 2009

T r u e C o l o r s

Os livros de auto-ajuda me ajudam a identificar os erros que cometemos diriamente sem nem mesmo percebermos. Eles me remetem a conclusões óbvias, pré-julgadas pelas pessoas que acham fúteis essas publicações. Acredito que por ser tão óbvio, acaba não sendo percebido.

Se todos os dias nós lembrássemos que a vida é muito curta para dizermos sim para coisas que não queremos fazer ou se lembrássemos que não temos como controlar o futuro, portanto, devemos fazer o nosso melhor no presente, poderíamos ter uma vida muito melhor aproveitada. Mais feliz, no final das contas.

Mas a prepotência de quem deprecia esses livros faz com que eles fiquem trancados dentro de um armário, com medo de sair. Eles têm medo de concordar que o simples e o ordinário podem ser a sensatez que tanto procuram. Vai entender.

A teoria dos 10 segundos de respiração antes de estourar com alguém ou a de tirar o melhor proveito até mesmo das piores coisas que podem nos acontecer... são teorias lindas, que fazem a minha vida mais feliz.

Ao aceitar as palavras simples que a auto-ajuda oferece, as pessoas passam a conhecer-se melhor, a se amar mais, a dar mais valor ao que realmente importa na vida. E não é isso o que é mais importante mesmo?

sábado, 14 de março de 2009

Take your time


Passou. Todos os anos espero ansiosamente pelo dia do meu aniversário. E quando ele chega, é sempre assim, voa. Quando eu vejo, já é o dia seguinte. E aí vem os outros aniversários... Daí eu fico pensando nas próximas comemorações... Dia dos namorados, aniversário do lindão, Natal, Ano Novo, Carnaval e tcharam meu aniversário de novo.

Ainda bem que o ano é muito mais do que as coisas que eu descrevi aí em cima. Tem os aniversários dos meus amigos, agora alguns deles estão casando, tem também os encontros despretensiosos, aniversários dos meus pais, dos meus irmãos, dos meus primos, tios, da minha afilhada.

Além das viagens periódicas e dos feriados que se juntam aos finais de semana para deixar os nossos dias mais felizes. Haja comemoração!

Agora entrei na onda das corridas de rua. Elas também me deixam ansiosas para que o dia chegue logo! A primeira foi muito legal, estimulante. Mais difícil do que eu imaginava, mas foi legal mesmo assim.

É por esse e outros motivos que o ano voa. Quando eu vejo, passou. Fico esperando tanto que os dias cheguem logo, que acabo não aproveitando bem os dias comuns.

É melhor eu desligar o computador e dar uma saída, afinal, hoje é sábado! ;)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Feliz Aniversário


210240 horas

8760 dias

288 meses

24 anos

E uma alma feliz


Legenda: Família Corteletti Leite - Julia, Nemo e Igor


quarta-feira, 4 de março de 2009

Philadelphia


Todas aquelas ruas eram familiares, todos aqueles carros, as árvores sem folhas, o vento no rosto, as cores, as alturas, os prédios, as crianças. Era tudo o que eu amava. Era tudo o que eu queria, para sempre. E eu ainda amo, e ainda seria bom ter tudo aquilo para sempre. Mas na vida a gente tem que fazer escolhas, não se pode ter tudo, não se pode ser onipresente. Onipresença é coisa de Deus e eu sou só uma pequena parte dele.


Mas ele me dá o que eu posso receber e estar lá é sempre um bom presente. Meus olhos para poder enxergar, meu nariz para poder sentir o cheiro que só eu sei como é, porque ele vem acompanhado de um sentimento meu, sentimento único, sentimento bom. Minha boca para sentir o gosto da amêndoa no arroz e meu tato, para sentir a lágrima que não se sentiu à vontade para descer dos olhos.


Eu não gosto de extremos, não gosto de definições e a eternidade me assusta um pouco. Mas quando é sobre o amor, não tem como não ser eterno. E, mesmo que algum dia seja diferente, ninguém vai mudar o que eu sinto, o que eu senti enquanto estava lá. Isso é meu, meu para sempre.


Primavera, verão, outono, inverno... Não importa! Eu amo a Philadelphia em todas as estações, em todos os momentos, com todas as pessoas! Se é verdade que todo mundo tem um lugar no mundo, lá é o meu lugar.