terça-feira, 29 de setembro de 2009

Se não conto meu segredo, ele é meu prisioneiro. Se o deixo escapar, sou prisioneiro dele. A árvore do silêncio dá os frutos da paz.

Ganhei o livro A Cura de Shopenhauer há alguns meses do meu marido. Ele sabia que eu tinha gostado bastante de Quando Nietzsche Chorou e resolveu me presentear inusitadamente, não era meu aniversário, dia dos namorados ou natal. Fiquei feliz com o presente, mas estava lendo, na época, O amor nos tempos de cólera, então adiei a leitura filosófica.

Quando terminei o livro de Garcia Marquez, pensei em começar a ler Yalom (Irvin D. Yalom, autor dos dois livros citados acima). Mas comprei algumas revistas de música e comportamento, acabei fixando a leitura nelas. Há algumas semanas, comecei a sentir a necessidade de concentrar a leitura novamente, quando comecei a carregar na bolsa A Cura de Shopenhauer.

Confesso que o início do livro não me instigou muito. A história começa com uma notícia triste, quem gosta de começar algo de forma triste? Mas alguns acontecimentos me motivaram a aumentar a frequência da leitura. Encontrei um amigo que estava lendo o mesmo livro e, antes de descobrirmos essa coincidência, conversamos sobre alguns dilemas existenciais que afligem toda a humanidade, mas nem todos falam sobre.

Foi o estímulo que eu precisava. Não sei se aconteceria, independente de qual fosse o tema, mas a cada nova página consigo identificar as situações com a minha vida, fazer a relação com temas atuais que estou vivendo.

Uma das últimas que identifiquei foi da frase acima, em negrito. Tenho uma teoria infundada, que apenas acredito e levo em consideração. Acho que quando verbalizo o que antes estava só nos meus pensamentos, seja falando ou escrevendo (mas é ainda mais grave quando escrevo porque crio provas contra mim mesma), faço com que aquilo passe a existir. Mas já não existia antes? Sim, existia, para mim. Existir para mim é diferente de existir para o universo. É como se, ao falar, eu perdesse o controle de algo que antes era só meu.

Ainda sobre o livro, além de todo o conhecimento passado através de seu conteúdo, tem sido de extrema importância para que eu possa rever alguns valores e conceitos que sempre tive para mim, mas há muito já não os levava em consideração. Não por não estarem presentes nas minhas atitudes, mas por não estarem presentes nos meus pensamentos.

Só para citar mais um trecho específico do livro, em certo momento, Schopenhauer diz que "quem tem muito calor interno prefere se manter afastado da sociedade para não dar nem receber problemas e aborrecimentos". O calor interno é uma metáfora que ele usa no texto sobre porcos-espinhos, mas a questão real é se nos consideramos suficientes para nós mesmos, por que nos colocaríamos na complexa relação humana, onde corremos riscos desnecessários?

Minha primeira reação foi pensar "que coisa mais egocêntrica, egoísta e individualista"! Poucos minutos depois, pensei que assumir uma posição dessas como verdade absoluta pode ser um tanto quanto radical e ninguém ganha muita coisa com posições radicais, pois não se dá o benefício da dúvida. Contudo, em parte, concordo. Às vezes, tenho a sensação de que quanto menos me relaciono, mais paz tenho. Quanto mais tenho acesso aos problemas e dúvidas alheias, mais sofro. Quanto mais exponho minhas dúvidas e problemas, mais me coloco em posições onde me sinto insegura.

Não seria o isolamento uma forma mais eficaz de encontrar a paz interior que busco? Ou seria uma fuga da realidade? Não sei ainda o que pensar sobre isso. É um assunto complexo, mas interessante e real, cotidiano.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Plágio... ?

Pode ser coisa que só passa pela minha cabeça e só eu consigo acreditar nas razões que encontrei para justificar meu pensamento. Mas não fica meio difícil você acusar de plágio hoje em dia? Já que vivemos em um mundo extremamente globalizado, onde todo mundo divide todas as ideias, onde tudo é conversado, tudo é dividido... É só pensarmos: quantas vezes não acontece de termos alguma ideia genial e depois descobrirmos que alguém (ou milhares de alguém) tiveram a mesma ideia! Vou acusar todo mundo de plágio? Vou achar que estão invadindo meus pensamentos através de algum sistema como Matrix?

A ideia é boa, divertida, ficou legal no clip. Nos dois, aliás. Mas as diferenças vão muito além da ideia do giz e da interação entre o real e o desenhado. O clip do Coldplay é completamente dinâmico, colorido, com um roteiro rico de conteúdo. Enquanto o clip do Gallagher é cinza, azul, parado... Independente de um ser melhor que o outro. Antes disso, eles são diferentes.

Plágio...? É uma palavra meio antiquada, eu acho.

A história: O músico Andy Gallagher entrou na justiça alegando que o Coldplay, com o clip da música Strawberry Swing, plagiou o clip de sua Something Else ao utilizar desenhos feitos com giz em um quadro negro.

Abaixo, os dois vídeos, para comparação.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

M_O_B *** Bo)

Quem acompanha o blog sabe que eu adoro essas mobilizações que acontecem pelo mundo. Principalmente quando tem música envolvida. Nesse caso aqui, foi o primeiro programa da nova temporada da Oprah! Tem gente que não gosta do programa dela e eu entendo. Mas não tem como não tirar o chapéu para a sua capacidade de lidar com os sentimentos das outras pessoas. É por isso que ela é tão amada por seus fãs e por isso que é a mulher mais rica do mundo do showbizz.

Quanto ao Black Eyed Peas, o que eu mais gosto neles é a capacidade de deixar as pessoas mais alegres! A música é boa, a vibração é boa, eles mandam bem, não tem como negar!

E, para finalizar, quanto à mensagem, nada melhor do que um pensamento positivo para começar/terminar/viver o dia.



I Gotta Feeling
Black Eyed Peas
Composição: Will Adams / Allen Pineda / Jaime Gomez / Stacy Ferguson

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off

I know that we'll have a ball
If we get down and go out
And just loose it all

I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control

Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
Just take it off

Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again

Let's do it
Let's live it up
Here we come
Here we go
We gotta rock

Easy come
Easy go
Now we on top

Feel the shot
Body rock
Rock it don't stop

Round and round
Up and down
Around the clock

Monday, Tuesday
Wednesday and Thursday
Friday, Saturday
Saturday and Sunday

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

d.i.n.h.e.i.r.o

Você receberia menos por qualidade de vida? Um dia desses estava conversando com um amigo sobre isso e ele discordou veementemente de mim, quando eu disse que qualidade de vida não tem preço. Ele disse: "se você pensar em ser feliz, hoje vai estar como estou, pagando aluguel". Seria uma má experiência, realmente, se não tivesse vindo de uma pessoa que aluga um apartamento de 4 quartos (sendo 4 suítes), em um prédio com dois apartamentos com andar, de frente para o mar.

Já fui mais radical, já achei que não precisava fazer parte do sistema capitalista, que poderia viver sem luz, internet, cuidando da minha hortinha, morando numa casa de madeira, na beira de uma praia deserta (!!!).

Hoje, eu simplesmente acho que qualidade de vida tem preço, sim. Já paguei esse preço e não foi só uma vez. E ainda pagaria hoje, amanhã, depois, quantas vezes fosse preciso, o valor que fosse preciso, para viver de forma agradável horas, minutos e segundos do meu dia.

Mas aí ele diz: "então por que você está fazendo uma pós-graduação tão cara? é porque você busca qualidade de vida? você acha que seus professores que trabalham o dia inteiro, que são diretores, presidentes, donos de suas próprias empresas e ainda dedicam o final dos seus dias a dar aula para pessoas que querem um dia chegar onde eles chegaram, se importam com qualidade de vida? Talvez suas atitudes não estejam de acordo com seus objetivos...".

De fato, conforme, inclusive, aprendi na pós, primeiro estabeleço meus objetivos e depois traço a estratégia de com chegar até eles. Não o contrário.

Tem gente que diz que o dinheiro não traz felicidade. É claro que ele traz! É tão óbvio como ele traz! Se eu quero viajar, tenho dinheiro, viajo, fico feliz! Se não tenho dinheiro e não viajo, fico triste. Ele não garante felicidade, mas traz, sem dúvida.

A questão é avaliar o preço de cada situação. O salário que você recebe paga o stress que você vive? Você tira de letra o fato de ser responsável pelo trabalho de uma equipe? Você dispensaria seus finais de semana por alguns anos para que, futuramente, possa ter uma vida melhor? Somos todos diferentes, para cada uma dessas perguntas, temos uma resposta única e pessoal.

Meu amigo acha que, com as escolhas por qualidade de vida que fez quando mais novo, acabou tendo uma vida mais difícil que seus colegas. É a visão dele e eu respeito. Mas não espere de mim o mesmo. Sei que independente de onde eu trabalhar, haverá problemas. Em alguns lugares, mais, em outros lugares menos. Sei que adoro ter dinheiro, mas também sei até onde dependo dele. Talvez o importante seja exatamente isso, saber até que ponto você depende do seu salário. Depois disso, traçar objetivos ou não, fica em segundo plano.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Agenda do Greepeace no Rio de Janeiro

No dia 14 de setembro, o Greepeace colocará 'vaquinhas' na rua para explicar porque destruir a floresta amazônica contribui com o aquecimento global. Elas estarão na Central do Brasil, Cinelândia e Carioca, das 10 às 16hs. No dia 15 de setembro, estarão com o mesmo projeto na Praça General Osório, Nossa Sra. da Paz e Posto 9, das 10 às 16hs e no dia 16, em Copa (Siqueira) e Praça do Lido, das 10 às 16hs!

No sábado, dia 19, estarão no Quebra Mar (Pepê), na Barra da Tijuca, e no Posto 6, em Copa (Santa Clara), promovendo o Dia Mundial da Limpeza de Praias! Em busca de oceanos saudáveis para cumprir seu papel como reguladores climáticos!

No domingo, dia 20, estarão na Nossa Sra. da Paz, na Feita Hippie e no Posto 9, com um homem-placa solar, que gera energia limpa, acende uma lâmpada na rua e mostra como o clima do planeta pode se beneficiar com o sol!

Para finalizar, no dia 22 de setembro, estará na Nossa Sra. da Paz e na Av. Chile com Rio Branco, promovendo o Dia Mundial sem Carro!!

Não tem desculpa para não colaborar!! Mesmo que você não possa comparecer nos locais dos eventos, pode colaborar mantendo a praia limpa e evitando o uso do carro!! ;)

Continuando a novela...

Carta na íntegra que os funcionários do Globo receberam sobre mídias sociais...

POLÍTICA PARA USO DE MÍDIAS SOCIAIS

Com o objetivo de proteger seus conteúdos - fruto do esforço individual de centenas de colaboradores - da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus Princípios e Valores e a independência da sua linha editorial, a expansão de novas plataformas "virtuais" nos leva a reforçar normas que já devem prevalecer quanto aos demais veículos de comunicação tradicionais.
Neste sentido, a política para o uso das chamadas mídia sociais (blog, twitter, facebook etc.) pelos contratados da Rede Globo segue, rigorosamente, a mesma regra geral determinada para as demais formas de manifestação pública:
· A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa.
· A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa.
· O uso de ferramentas associadas a um produto da empresa dependerá de avaliação e aprovação da direção de cada área, cabendo a esta definir sua linha editorial - de acordo com as diferentes características da área de trabalho -, zelando pelo cumprimento dos nossos Princípios e Valores, da nossa política comercial e pelas questões legais que podem envolver a atuação em veículos de relacionamento pessoal.
· As Promoções relativas à grade da emissora são de responsabilidade exclusiva dos canais oficiais dos programas e das áreas com essa função.
· A presença individual e particular dos nossos contratados deve se restringir, se desejada, exatamente a este universo, estando totalmente desvinculada da atuação na Rede Globo, nem tampouco associados a outros veículos de comunicação. Se essa separação clara não puder ser estabelecida, o uso dessas mídias fica inviabilizado.
Esclarecemos, por fim, que, salvo na hipótese de acordo formal ou de citação de fonte jornalística, nossos programas, telejornais e peças de promoção ou divulgação jamais remeterão nossos telespectadores para plataformas de terceiros.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Folha cria regras para seus jornalistas no Twitter

Texto na íntegra do jornalista José Roberto de Toledo

Maior jornal impresso do país, a Folha de S.Paulo enviou comunicado a todos os seus jornalistas esta semana criando regras de conduta para a atuação de seus profissionais em blogs e no Twitter. Basicamente, recomenda que os autores não assumam posições em favor de um partido, candidato ou campanha. Também veda a publicação de “furos” nos blogs e no Twitter (nem antes nem depois de o jornal ser distribuído, pelo que entendi).

No máximo, os jornalistas podem fazer referência ao material exclusivo e publicar um link para a reportagem ou coluna original (aos quais apenas os assinantes da Folha e do UOL terão acesso). A regra é dirigida a todos: jornalistas e colunistas.

A Folha é o primeiro grande veículo de comunicação brasileiro (que tenho notícia) a tentar regular a atuação dos jornalistas em blogs e redes sociais, mas não deve ser o único. A possibilidade de publicar com rapidez criou uma situação inédita e um potencial conflito de interesses entre o jornalista e o veículo para o qual trabalha. Ambos competem, de certo modo, pela atenção do público e pela primazia de informá-lo.

Eis a íntegra do comunicado interno da Folha, assinado pela editora-executiva, Eleonora de Lucena:

“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do twitter devem lembrar que:

a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;

b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

C.o.l.e.t.i.v.o

Sabe a física quântica? "Uma pesquisa feita nos Estados Unidos comprovou que após uma meditação coletiva com 4 mil pessoas, em Washington DC, há 16 anos, houve uma diminuição de 25% da violência na cidade. (...) Segundo os essênios, população antiga que viveu na região do Mar Morto, quando 1% da população de um local estiver sintonizado com uma mesma intenção, começa-se o efeito que desejam." Márcia De Luca

Há diversas formas de falar sobre física quântica. Tem gente que usa palavras bíblicas, tem gente que acredita em energia, coisas sobrenaturais. Eu acredito em tudo isso. Talvez um dia, a física quântica ganhe força, mas quem tem poder para investir nela não parece estar muito interessado nesse desenvolvimento. É difícil ver líderes mostrando o caminho que leva à força do coletivo.

Como minha cabeça é um liquidificador de pensamentos, é claro que eu já pensei em coisas bobas, como "o que será que acontece se todo mundo gritar 'ahhhh' ao mesmo tempo? Será que ficamos surdos? Será que deslocamos a Terra? Será que os animais morrem?" ou ainda "se 1 milhão de pessoas, juntas, pulam exatamente ao mesmo tempo, será que danificam o local onde estão?". Tudo bem, eu sei que não tem nada a ver com física quântica tudo isso... mas é ainda sobre o poder do coletivo.

Todas as vezes que fiz, com um grupo de pessoas que acredito, pensamento positivo para algo, esse algo aconteceu. Sem exceção. Por isso mesmo, não tenho o costume de invocar muito essa força. Para não banalizar e não correr o risco da decepção, de um dia deixar de ter efeito.

A verdade é que, seja através da física quântica, da física normal, química, biologia, psicologia ou religião, quando um grupo de pessoas se une com um fim, atingí-lo é discrepantemente mais fácil do que quando se está sozinho. Para o bem ou para o mal.

Inclusive, nitidamente pessoas do mal entendem isso melhor do que pessoas do bem. Vide a guerra infindável no Oriente Médio, as rebeliões em prisões ou os fatos históricos como as grandes guerras ou o nazismo.

Em contrapartida, sem forçar muito a memória, o único movimento que teve resultados mundiais a favor da paz e do amor, foi o de Woodstock. Alguém se lembra de outros?

Verdade ou mentira, eficaz ou não, eu prefiro não arriscar e continuar sempre com meus pensamentos positivos, em grupo ou sozinha. Antes de tudo, acredito na lei do retorno. É um pensamento "um cadinho" egoísta. Mas não quero nada de mal para mim, nem para ninguém. Então, não é tão difícil ser assim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

C.e.r.t.e.z.a.s

Tem gente que tira tarô, tem gente que vai em vidente, que acredita nas cartas, que leva os sonhos a sério... Mas calcular a data da própria morte é um pouquinho demais, não é, não? È claro, só podia ser coisa de.... americano! Nada contra nossos vizinhos do Norte, mas calma lá! Eu até concordo em calcular datas de nascimento, horário, para checar o ascendente, mas saber o dia que vou morrer???

Foram professores de uma universidade da Pensilvânia, mais especificamente de Pittsburgh (a Carnegie Mellon) que criaram um site que faz esse cálculo para você. Através de um questionário, onde há perguntas sobre sexo, idade, localização geográfica, entre outras, eles deduzem o dia da sua morte. Infelizmente, eles ainda não alimentaram o site com dados para que nós, sul-americanos, possamos descobrir esse grande dia.

Bom... se você mora para o lado de lá e tiver essa dúvida surreal, clica nesse link aqui -> MORTE e boa sorte!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Truman


Sabe o filme "O show de Truman"? Eu sempre penso que sou Truman. Só porque nada demais nunca aconteceu comigo. Eu sei que por essa teoria, tem muito Truman por aí. Mas não é só isso. Às vezes eu me arrisco, que nem aquele cara daquele filme que ele sobrevive de um acidente de avião e ajuda várias pessoas, e pensa que agora, então, ele pode tudo?! Mais ou menos assim. Como eu sou Truman, "o diretor" não vai deixar que nada aconteça comigo, né?


Outras coisas me levam a crer nisso... Às vezes as pessoas agem ou falam de forma tão bizarra, e todo mundo ao redor compactua com aquilo, menos eu... e eu penso: não é possível! essas pessoas devem estar testando minha paciência!! ou o senso do ridículo delas!!! O pior é se eu estiver errada... se esse realmente for o mundo real.


ps. acabou de passar a chamada para o programa Cilada.... cópia da propaganda da Nextel, sabe? Pois é...


Então... As pessoas abusam da paciência quando elas mentem, quando elas perdem a noção da dissimulação, quando elas agem conforme o previsto, quando elas pensam que controlam a situação que as está controlando... É, pode ser que não exista nada disso, nada de câmeras ou diretor, nada de Truman... as pessoas são realmente sem noção.


Elas falam e desfalam, elas interpretam e não entendem que tempo é vida e que vida é tempo e entregam tudo isso nas mãos de prazeres tão momentâneos...


Ok, ao final deste post já estou convencida de que minha vida não é um programa de TV, que eu não sou o centro das atenções e que eu tenho que começar a buscar novas desculpas para a sorte que me acompanha. Mas é ou não é bom demais pensar que você é invencível?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

$#267@#$90&78%$#@

A minha prova de Estatística é nessa semana, quinta-feira. Poderia ter sido na terça-feira passada, aí sim eu realmente não teria chances. Mas bateu um desespero com a proximidade da data. Desde ontem estou mergulhada na apostila e nos exercícios que se dividem em páginas em branco rabiscadas e arquivos soltos de Excel.

Não tenho nada contra números, quer dizer, ter eu tenho, mas não é nada pessoal. Tenho algo contra, sim, quando o assunto é probabilidade! É a parte mais sem sentido de toda a matemática para mim! Além de ser a mais difícil, é a mais ridícula! Porque a probabiliade de alguma coisa acontecer ou ser ou ficar ou vender ou desaparecer nunca será um número certo. E se não é um número certo, por que as pessoas têm que estudar isso?

Bom, se alguém te diz que você tem 0,004% de chance de ganhar na loteria, você vai deixar de jogar? Não, não vai. Porque você sabe que alguém com a mesma probabilidade de ganhar que você já jogou e já ganhou!

Se te dizem que a economia tem 55% de chance de crescer em 2010, você vai pegar todo o seu dinheiro e investir? Não, não vai! Porque pode acontecer outro ataque terrorista que abale a economia mundial ou uma catástrofe natural ou uma simples crise econômica mundial e todo o seu dinheiro vai embora!

E digo mais! A probabilidade de eu passar nessa matéria é quase nula! Se eu passar, aí sim que vou ter argumentos próprios para odiar tudo isso! Portanto, deixo aqui o meu protesto quanto à probabilidade! Eu odeio, tu odeias, ele odeia, todos nós odiamos e português continua sendo a minha matéria preferida, que nem a do Ringo Star era!

Non-planner Girl


Tudo o que que sempre fui, uma "non-planner girl". Tudo o que eu sempre quis ser, uma pessoa organizada. Faço listas sempre que me lembro, quase todos os dias, com uma caneta e um bloquinho na mão. Tenho lista de coisas que quero comprar para a casa, lista de resoluções do novo ano - que pode se repetir no meu aniversário -, lista de convidados para festas que não acontecem, lista de convidados para festa que acontecem, mas que acabam sendo com convidados que não estavam na lista...

Esses dias, conversei na praia com um amigo sobre o fim do mundo. Se ele realmente tem chance de acontecer, qual é o sentido do nosso desespero diário em busca de um futuro tranquilo? É como se, ao saber que tudo pode acabar um dia, você transferisse seus valores, seus desejos, seus planos.

Mas não é exatamente a única certeza que temos, a de que vamos todos morrer, eventualmente? A probabilidade nos indica que o índice de morte por violência é alto, assim como o de acidentes de trânsito. Isso, sem contar com as doenças tabus, como câncer, câncer, câncer... gripe suína, tuberculose, câncer...

Esqueçamos a morte, é um tema muito... mórbido.

Nós podemos falar da emoção de viver o inesperado, de fazer o improvável, de surpresas, de desafios. Não é tudo mágico quando o assunto caminho para este lado? As mudanças sempre foram um atrativo para mim. Acho que tem a ver com o fato de eu não gostar de pensar muito no amanhã, porque eu sei que quando se trata das minhas escolhas, elas sempre são incertas.

Aliás, voltando ao "non-planner datebook", as maiores decisões que eu já tomei na minha vida foram de uma hora para outra. Foi assim que eu resolvi que queria fazer jornalismo e vir morar no Rio de Janeiro, foi assim que eu decidi que queria trancar a faculdade e viajar por um semestre, sozinha, foi assim que eu decidi que queria trabalhar com 18 anos e foi assim que eu decidi o "sim" que me levou ao 'altar' em 2008. E não houve arrependimento em nenhuma dessas ações. É claro que há sempre essa chance, o que deixa tudo ainda mais emocionante. Mas, por ventura, até agora não aconteceu.

O "non-planner datebook" é uma ótima forma de planejarmos coisas que nunca acontecerão, para que tenhamos tempo de viver o que nunca imaginamos.

Sonhei com Freud

Sabe uma coisa que me irrita? É quando alguém menciona a inveja que as menininhas têm do pênis dos menininhos quando criança, que faz com que sua personalidade comece a ser formada ali, diante da postura que ela lida com essa "inveja". Acho absurdo! Eu entendo a importância de Freud para a psicologia, mas calma lá! Daonde ele tirou essa ideia absurda que fica sendo reproduzida por tantos anos por psicólogos do mundo inteiro?

Como alguém que dita uma coisa tão bizarra como essas pode ter sido tão sensato quanto aos sonhos que temos?! Algum psicologo poderia me explicar, por favor? Acho, sim, que sonhamos com coisas que nos afligem durante o dia, com sentimentos e emoções que estão guardados dentro da nossa cabecinha, com medos e desejos que não identificamos conscientemente enquanto estamos acordados.

Hoje, por exemplo, posso ter sonhado com várias coisas, mas um dos sonhos que lembro com nitidez foi o da prova de estatística. Eu tinha certeza que sonharia com isso no momento em que fui dormir. Estou tão aflita, consciente e inconsciente e de todas as formas possíveis, que não seria nada nada anormal sonhar com isso.

Você já sonhou com coisas que vieram a acontecer posteriormente? Aí sim fica inexplicável. Mas eu acredito tanto na ciência que acho que um dia tudo isso vai fazer muito, mas muito sentido. E vão rir da gente, do passado.