
Troquei e-mails com um amigo de longa data essa semana. Ele está triste, a namorada dele se mudou para outro estado, a cinco horas de distância. Ele está tentando um emprego por lá, mas não está tendo muita sorte. Se não conseguir, pode ser que eles terminem.
Isso me faz pensar no que falei no post anterior, sobre apego e desapego. Situações como essa me fazem pensar que o ser humano é muito "carnal", mais do que pensamos que somos. Eu sempre achei - e acho até hoje - que é possível sobreviver à distância e ao tempo (desde que o tempo esteja no limite do bom senso). Mesmo casada, falo sempre sobre os intercâmbios que ainda gostaria de fazer, sobre como eu considero as experiências em outros lugares, com culturas diferentes, válidas demais. Acho que não existe um tempo estipulado para o bom senso. Vai de cada um, do que cada um sente, do que cada um pensa.
Se eu estivesse no lugar dele, não consideraria a possibilidade do término simplesmente por não ter conseguido um emprego. Acho que eu levaria enquanto fosse possível. Enquanto a saudade fosse maior do que a necessidade do contato físico. Talvez essas coisas aconteçam de forma diferente para os homens.
Mas nem é por isso que estou escrevendo sobre ele. É por causa da amizade mesmo. É um dos meus amigos que mora mais longe de mim, mas que eu sinto mais perto. Acho engraçado essas coisas. A gente tem aqueles amigos que estão todos os dias conosco, tem aqueles que encontramos de vez em quando, tem aqueles que não encontramos nunca. E a importância de cada um, independe desse convíviol. A intimidade com cada um independe desse convívio.
Ele é uma dessas pessoas que são mais importantes do que quase todas as outras que estão ao nosso redor. E eu fico feliz demais por saber que ele faz parte da minha vida.
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