domingo, 4 de outubro de 2009

How lucky I am to have known someone who was so hard to say goodbye to

Vi essa frase num blog bem interessante que descobri esses dias, Le Love (está na minha lista de blogs preferidos à direita desta página). Há muito tempo não preciso dizer adeus às pessoas que amo, ainda bem. As últimas foram meus avós paternos, meu avô materno e minha bisavó. Eram pessoas muito próximas, principalmente minha avó, por parte de pai.

Sonhei com ela na noite passada. E só agora, depois de um dia inteiro, que lembrei o que me fez ter esse sonho. Ontem, enquanto conversava com uma amiga sobre câncer, ela disse que sua avó ficou muito diferente por causa dos remédios que tomava. Ela, que sempre foi um amor com os netos, ficou agressiva de repente.

Lembrei da minha avó e da sensação que eu tive de que ela não estava feliz de estarmos presentes no quarto pouco antes da sua morte. Foi a última vez que a vi. Será que eu nunca aceitei aquele momento? Será que achava que ela deveria ter sido mais carinhosa comigo, depois dos 12 anos que cuidou de mim e do meu irmão? Ela sempre era tão próxima, adorava passar os finais de semana com ela, mesmo depois de ter passado a semana inteira juntas!

Não sei o quanto isso influencia no fato de eu sonhar com ela quase que semanalmente. No geral, penso no quanto seríamos amigas hoje. Conversaríamos sobre a vida, sobre decisões, sobre casamento, filhos... sobre amor, sofrimento e ela me contaria suas experiências nos tantos anos que esteve aqui.

E, depois que ela morreu, eu não desejaria amar ninguém mais? Para evitar o sofrimento de perdê-los? Meus pais? Meus irmãos? Meus amigos?

Hoje eu me dei conta do quanto tenho medo da morte. Primeiro, porque terminei de ler um livro e sei como fico quando termino livros. Fico triste, porque quero mais história. Quero saber o que aconteceu depois, que caminho cada um tomou, se foram felizes ou tristes, se aproveitaram o aprendizado ou não...

Segundo porque a Tangerina, minha cachorrinha, teve um ataque, que até agora não sei bem o que foi. Mas pensei que fosse morrer. Só de pensar nessa possibilidade, meu coração veio na garganta e ali ficou por intermináveis três minutos, voltando ao lugar somente quando ela melhorou subitamente, como se nada tivesse acontecido.

Não estou preparada para isso. Não me conformo com o nada. Talvez por isso busque sempre uma razão maior, seja para a vida ou para a morte. Enquanto em Terra, acredito que a fidelidade ao que sentimos e pensamos seja primordial para que não haja arrependimentos no "final". Após a morte, não sei o que pensar, porque não sei o que acontece. É confortável pensar como os espíritas. Mas não sei no que realmente acredito, pois não conheço as minhas reais possibilidades.

Quanto à frase do título deste post, ela simboliza minha opinião sobre o livro que citei no post anterior. Eu prefiro o sofrimento do relacionamento do que o vazio do isolamento. Sem dúvida.

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