Hoje li uma matéria sobre Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro “O Pequeno Príncipe”. Não pude deixar de comparar sua história com a história que conheço de outros autores. Lembro das minhas aulas de Estética, na faculdade de Jornalismo, quando descobri que os filósofos e escritores que eu mais gostava tinham uma vida medíocre, com falta de carinho, amor. Eles eram bons nas perguntas e tinham boas possíveis respostas, mas essa constante dúvida e busca por explicação... acho que é isso o que fazia deles pessoas tão tristes.
Exupéry apreciava todas as coisas boas e simples da vida, como gastronomia, aviação, música, ou até mesmo caminhar na praia quando não estava produzindo. Diferente do que conheço dos escritores mais frágeis, como Schopenhauer ou Nietzsche, ele não tinha medo de morrer e era uma pessoa saudável, tanto de corpo, como de mente.
Enquanto os pessimistas pensam demais nos porquês e não conseguem se contentar com o que a vida lhes oferece, pessoas como Exupéry conseguem enxergar o lado positivo de tudo, se prendendo aos mínimos detalhes e deixando as questões mais complexas para os outros. Há algumas frases de Antoine que merecem ser destacadas e demonstram muito essa forma de ver a vida.
Uma vez ele disse que “as pessoas grandes precisam de explicações”. Se eu não me engano é trecho do Pequeno Príncipe. Por que precisam de explicações? Nem tudo se explica e isso não quer dizer nada. Foi ele também que disse que “é preciso que conheça de duas a três larvas para que possa conhecer as borboletas”, que eu leio da seguinte forma: se você não suporta o sofrimento, você não consegue viver. Porque todas as coisas muito boas e bonitas custam um pouco de dor, de alguma forma, ou têm algo de feio também.
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