terça-feira, 20 de abril de 2010

it just happened



... foi o que a Summer falou para o Tom quando ele disse: "você não queria ser a namorada de ninguém e acabou sendo a esposa de alguém". Não é triste quando as pessoas não combinam os sentimentos? Às vezes eles até aparecem, mas na hora errada. E aí, alguém sempre sai sofrendo mais.

Eu sempre acreditei que o amor vem acompanhado do sofrimento. Não existe um sem o outro. E as pessoas insistem em querer só a parte boa. Cada um tem seus motivos, cada um sabe qual é o problema "da Summer". Não adianta tentar prever, tentar adivinhar, essas coisas acontecem. Mas só acontecem quando as pessoas as deixam acontecer.

E quem disse que o amor não vale a pena? Eu cresci lendo que o meu signo era romântico. Não, a última coisa que eu sou é romântica. Mas eu acredito muito, tenho muita fé. E aposto todas as minhas fichas no amor. Se ele é eterno, não sei, mas acho que não. Se ele é leal, também tenho minhas dúvidas. Mas ele é bom. É bom de sentir e é bom de viver. A Summer é prova disso. Quem não assistiu, deve assistir a 500 dias com ela ou 500 days of summer. Mas, olha, apesar do que pode parecer, eu tenho certeza que é um filme de amor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vai uma terapia, aí?


Era só o que me faltava. A revista Saúde! dizendo que eu devo procurar uma terapia urgentemente! Bem, como ainda não procurei, não tenho nem ideia do motivo pelo qual eu deveria procurar. Acho que cabe uma explicação melhor: eles fizeram uma matéria sobre como identificar qual é a melhor hora de procurar uma terapia. Para tanto, a Universidade de Harvard criou um teste que ajuda a identificar a sua necessidade. Entre diversas opções, o resultado é simples. Se você não marcou nenhuma opção, está "com a saúde mental em ótimas condições", se você marcou uma opção, "não precisa necessariamente de terapia". Mas se marcou mais que uma, meu amigo.... "está na hora de procurar uma terapia".

Não vou negar, já há alguns anos me pergunto se não seria válido tentar a experiência. Quando adolescente, até cheguei a fazer análise por algumas sessões. Mas logo parei, não era minha praia. Achava que tudo o que estava fazendo ali, poderia fazer com algum amigo. E era verdade, não tinha necessidade realmente, na época.

Mas uma coisa é eu querer. Outra coisa é a Universidade de Harvard e a revista Saúde! me mandarem para o consultório só porque eu marquei as alternativas abaixo:

- Ando extremamente ansioso a respeito de uma série de eventos ou atividades Sério? Quem não fica? É tão anormal assim? Aliás, acho que ansiedade é tão comum hoje em dia, que deveria ser considerada fisiológica rs

- Alguns de meus pensamentos e comportamentos se repetem sem parar e não consigo interrompê-los Essa eu só marquei por causa dos pensamentos. Eles sempre aparecem na minha mente e, de fato, muitos deles eu não consigo interromper. Meu marido vive dizendo que eu penso muito, no trabalho todo mundo diz que eu filosofo demais sobre a vida e sobre as coisas

- Nos últimos anos apresentei sintomas de dor ou mal-estar cujas causas não foram detectadas por nenhum exame ou avaliação médica Todo mundo encontra o motivo para todas as dores de cabeça, todas as dores de barriga, todas as dores no joelho ... ? Difícil...

É claro que "entrar na terapia" vai continuar sendo um desses "pensamentos que se repetem sem parar e não consigo interrompê-los", mas que eu fiquei bastante irritada com a revista e com os estudiosos de Harvard, isso sim eu fiquei. E se eles quiserem considerar minha irritação como mais um sintoma ... bem, isso é problema deles. Porque, para mim, isso não é problema nenhum. E tenho dito!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hanson

Quem tem a minha idade gostou, sim, de Hanson quando era criança. Não tinha como não gostar, né, gente? Três meninos bonitinhos, cantando, juntinhos, dançando, falando ummmmm bopp... Não é que eles - como nós - ainda existem?! Pois é, vi esse clipe hoje no site da Rolling Stone. Gostei!


Thinking 'Bout Somethin'

HANSON


MySpace Music Videos

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Coisas que a gente nunca diz


Eu acabei de ler um texto no Le Love. Um texto que me fez pensar que as coisas que acontecem comigo, que acontecem com você, acontecem com todo mundo. Mas, por mais que a carência das pessoas faça com que elas falem além do que as pessoas estão dispostas a escutar, ainda tem aquelas coisas que ninguém nunca fala sobre.

Ninguém nunca fala sobre o fato de se sentirem atraídas por outras pessoas, quando estão amando ou apaixonadas por alguém. Porque nós sempre aprendemos que isso não existe. Que, ou você pensa em uma pessoa, ou você pensa em outra.

Ninguém nunca fala sobre casar com um cara só porque essa é a coisa mais certa a fazer, porque a pessoa que você ama de verdade, não quer ficar com você. As pessoas não falam sobre isso. Talvez porque isso cause muita dor a elas, talvez porque elas têm medo de perder o tal cara com quem estão casando.

Ninguém nunca fala sobre como o dinheiro é importante e por isso que se tolera um emprego chato. Essa eu tenho quase certeza que é porque é muito triste admitir isso. Admitir isso levaria  a um estado depressivo. E ninguém quer ficar em estado depressivo.

Por que não podemos falar sobre nossos tabus? Eu falo sobre os meus tabus. Disseram para mim, um dia, que eu não falo toda a verdade, mas só a verdade que me interessa falar. Eu não concordo. Eu acho que eu falo toda a verdade, toda a verdade que interessa ser dita. Seja para mim, seja para outra pessoa. Eu acredito que a verdade nos torna completos. Eu não sei se é errado, se é certo, falar sobre tudo como eu gosto de falar. Mas é como eu me sinto melhor.

O mais irônico disso tudo é que, quem esconde, ou quem prefere não falar, pensa que está vivendo algo único, que não acontece com mais ninguém. Mas as coisas geralmente acontecem, sim, para todo mundo.

No caso do texto que li, a menina se apaixonou por um cara que nunca quis nada sério com ela. E, hoje, após alguns anos, ela vai casar com um cara que não é o cara que ama. É certo? É errado? Não sei. Mas não consigo ver como isso pode ser justo com o noivo. Se ele sabe que ela não o ama, se ela sabe que está casando porque nunca terá chance de casar com quem ela realmente ama... se ele sabe disso e, mesmo assim, quiser casar com ela, acho muito válido esse casamento. Eles podem aprender a se amar. Ela pode aprender a amá-lo. Mas se isso nunca acontecer? Ela vai fazer com que ele viva uma mentira. Não, não consigo ver essa situação de outra maneira.

Pode ser clichê e utópico, mas eu acredito numa vida verdadeira. Muito diferente disso. Muito diferente de todos os exemplos que eu dei acima. As pessoas podem, sim, sentir tudo isso e viver tudo isso, mas é preciso que sejam verdadeiras. Se quiserem enganar, que enganem a si mesmas. Mas não enganem os outros. Eles não têm nada a ver com sua covardia (não quero parecer grossa, mas não encontrei outra palavra que simbolize melhor o que quero dizer).

Espera


Será que a gente pode classificar a "espera" como um sentimento? Porque ela é, afinal de contas, dolorosa. Ela persiste. Ela se faz presente. Ela pode ser comparada de perto à saudade. Pode se relacionar facilmente à dor. Pode incomodar, pode criar sonhos, ilusões, da hora da chegada. Não importa quem, o que, a espera sempre incomoda.

E se eu dissesse que estamos na Era da Espera?! Porque sempre esperamos por algo que está para acontecer. Profissionalmente, por exemplo, esperamos pelo dia em que vamos fazer o vestibular, então esperamos pelo dia em que vamos ter o primeiro dia de aula da faculdade, esperamos pela oportunidade do primeiro estágio, pela formatura, pelo primeiro emprego, pela primeira promoção, pela escolha de uma pós, pelo que vai acontecer após a "pós".

Paralelamente, no âmbito pessoal, esperamos pelo primeiro beijo, pelo primeiro namorado, pela primeira transa, pelo primeiro fora, pelas noitadas da faculdade, pelo primeiro amor, pelo casamento, pelos filhos, pelas primeiras palavras deles, pelos primeiros passos e assim por diante.

Minha profissão faz com que nós esperemos muito. Esperamos pelo jornal que vai sair amanhã, para sabermos se vamos continuar falando daquelas novidades ou se vamos falar de outras novidades, esperamos pelas datas comemorativas - e às vezes nem as vemos passar - de tanta antecedência que as trabalhamos, esperamos pelo retorno do jornalista, esperamos pela publicação que ele disse que aconteceria, esperamos pelas informações dos clientes, esperamos, esperamos, esperamos.

E enquanto esperamos, o que fazemos? Bem, no trabalho temos nossos chefes. Eles cuidam para que não fiquemos desocupados enquanto esperamos. Mas e na nossa vida pessoal? Quem é o chefe? Quem garante que não vamos ficar esperando e vendo a vida passar? Temos que ser juízes de nosso próprio jogo, para que    tudo caminhe, literalmente, da forma correta, de forma completa.

Eu não quero esperar. Eu não quero depender do futuro abstrato sobre o qual mencionei aqui mesmo, outro dia. Não quero que minhas ações no hoje dependam de coisas que só acontecerão amanhã. Como faço? Não sei, mas saber que eu posso optar por não esperar é prazeroso o suficiente. O resto, a gente faz acontecer... fazendo.

domingo, 11 de abril de 2010

Love stories don't sell much





Eu sempre pensei nisso. E eu sei que é verdade. E sempre pensei... por quê? Por que histórias de amor não vendem tanto? Não, não são histórias de amor que não vendem, mas histórias felizes em geral. Porque nada na vida é feliz o tempo inteiro. Então, as pessoas não se identificam. E se não se identificam, não compram a ideia. Não é por não ser real, mas é por não ter nem chance de ser real. Porque histórias sobre OVNIS, por exemplo, vendem... (!!)


A verdade é que histórias felizes o tempo todo tendem a ser chatas. É sério! Porque não tem altos e baixos, é como uma estrada sem curvas ou piloto automático. Dá até vontade de dormir. Antes eu achava que só para os outros é que a história era chata, acreditava que, quem estivesse vivendo aquela história de amor feliz, achava tudo o máximo. Bem, acontece que não é bem assim que a banda toca.

Será que é isso que me faz meu neurótica em busca de coisas que perturbem a calma dos meus pensamentos? Imagino que sim. Uma aventura, um segredo, uma coisa louca, tudo isso pode deixar a vida mais animada. Mas, caramba! Pode dar uma confusão toda essa história!!!

Vocês sabem do Igor, né? Então, a minha sorte grande é ter o Igor do meu lado! Porque ele poderia ficar puto, como eu descrevo às vezes (www.eleficouputo.blogspot.com), poderia ficar irritado, poderia me achar louca ou pensar que casou com alguém como a Lia, do BBB (cruzes!!!)... Mas ele ri! Não "ri = desdenha" ou, "ri = ignora" ... ele "ri = me ama" e isso é o suficiente para eu continuar amando não encontrar perturbações! 

terça-feira, 6 de abril de 2010

t.e.m.p.o


Hoje eu não quero escrever sobre a chuva. Não, eu não quero. Quero escrever sobre o tempo, não sobre o weather, mas sobre o time. Sobre como é estranho pensar que não existe momento passado. Simplesmente não existe. Já pararam para pensar nisso? Nem o futuro existe, somente o agora. Um milésimo de segundo, um segundo, e nada mais que isso.

Algumas pessoas chamam de auto-ajuda, pela definição poderia até ser. Mas, hoje, "auto-ajuda" já simboliza algo negativo. Algo a que só os fracos recorrem. Pode ser. Mas pode ser o contrário também. Como se, em algum momento da vida, todos percebessem que é preciso pensar nos porquês para poder entender nossas decisões.

Não, eu não quero falar também sobre auto-ajuda. Eu quero falar sobre o tempo. Aonde eu estava mesmo? Sim, estava falando sobre sua existência. Talvez seja por isso que eu goste tanto do filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. O ontem é abstrato. Nós até tentamos encontrar formas de concretizá-lo, com filmes, fotos, diários. Mas ele é abstrato. A memória existe, é verdade. Mas, muitas vezes, ela falha. E isso faz com que estejamos vulneráveis em relação ao passado.


E por que isso é importante? Eu não sei como isso poderia ser importante para você. Mas, para mim, faz toda a diferença. Sabe aquela máxima que a gente ouve muito em livros de auto-ajuda (olha ele aí de novo): "carpe diem" "viva o hoje" e outras coisas parecidas? Então, é como se eu legitimasse essas verdades e fugisse da questão teórica da AJ, tornando-as racionais.

Pode ser que a interpretação em relação ao futuro seja diferente, ainda que também seja um tempo abstrato. Porque todas as ações do hoje têm consequências no amanhã. E, nesse caso, eu encontro um sentido para as regras impostas à liberdade. E volto a falar de bom senso. Se não estivessem juntos, o futuro, a liberdade e as regras, as coisas poderiam perder um pouco o sentido.

OBS Eu acho, sim, a chuva de hoje no Rio de Janeiro um tema importante. Só que falei tanto sobre isso durante o dia, li tanto, vi tanto noticiário, que não quis continuar o tema aqui. Mas, uma única coisa eu posso falar, também estou oficialmente de luto, assim como a cidade, pelas pessoas que morreram hoje. E apoio qualquer forma de ajuda às pessoas que estão desabrigadas ou tiveram qualquer tipo de dano com o que ocorreu.

domingo, 4 de abril de 2010

Resquícios



Eu sabia que alguma coisa ficaria dali. Ainda não está resolvido. Mas eu consigo imaginar exatamente o que eu vou sentir quando tudo isso acabar. Sabe quando você tem noção de que as coisas ainda não estão resolvidas, porque falta um ponto no final da frase, um pingo no i, uma porta fechada, um passo à frente?! É assim que as coisas são. E, hoje, para encerrar o dia cheio de atualizações nos blogs, eu publico a letra de uma das músicas fofas do Coldplay. 

Mais que um amor verdadeiro, esperança, crença, fé, de que as coisas podem ser sempre melhores. Afinal de contas, a metade do copo está sempre cheia.

"Fix You"

When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down on your face
And on your face I...

Tears stream down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down on your face
And on your face I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you 

Ele ficou puto



Conheci o blog Ela ficou puta! através da minha colega @thaissfarias . Ela colocou no Twitter e eu não pensei duas vezes em clicar para ler. Quem não leria? É um ótimo título. Achei tão interessante, engraçado e me identifiquei tanto, que resolvi criar a minha versão da história. Criei o Ele ficou puto . Tenho certeza que não faltará conteúdo. Bom, quem se importa? Desde que continuemos levando a coisa assim, na comédia...

Para mostrar que eu não gosto de deixá-lo puto e, pelo contrário, adoro quando "acerto", esse post é em homenagem a nós dois, à nossa história, ao nosso casamento, a todos esses anos de muita tolerância, respeito e carinho! Tchutchu, amo você! Mesmo quando você fica puto!

sábado, 3 de abril de 2010

D.e.v.a.n.e.i.o.s

Eu não sei mais escrever.
É, eu não sei mais. Não como antes, não como quando tinha paixão.
Ninguém sabe escrever sem paixão.
E, por isso, eu não sei mais escrever.

Eu não falo de amores. Quem me conhece sabe bem que eu não falo de amores.

Eu falo de segundos, de vida, de ar, de mar. Eu falo de pessoas, de coisas, de momentos.
Eu quero a paixão de volta. Mas quanto mais eu entendo, menos eu sinto.

É estranho, não? Como, sem paixão, a história fica mais triste. É o que você está pensando, eu imagino.

A tristeza da paixão é feliz. Será que alguém mais entende isso assim, como eu? E, sem paixão, é preto no branco e histórias sobre nus e crus.

Ah, a paixão... Ela é linda, acredita, tem fé. A paixão tem sorte. Tem seguidores. O sorriso, o amanhã, a esperança, a dor, o vermelho, a força.

Eu quero paixão no lugar de ódio. Eu quero fé no lugar da decepção. Eu quero algo no lugar do vazio. E eu quero a paixão... porque eu quero saber escrever.