sábado, 3 de abril de 2010

D.e.v.a.n.e.i.o.s

Eu não sei mais escrever.
É, eu não sei mais. Não como antes, não como quando tinha paixão.
Ninguém sabe escrever sem paixão.
E, por isso, eu não sei mais escrever.

Eu não falo de amores. Quem me conhece sabe bem que eu não falo de amores.

Eu falo de segundos, de vida, de ar, de mar. Eu falo de pessoas, de coisas, de momentos.
Eu quero a paixão de volta. Mas quanto mais eu entendo, menos eu sinto.

É estranho, não? Como, sem paixão, a história fica mais triste. É o que você está pensando, eu imagino.

A tristeza da paixão é feliz. Será que alguém mais entende isso assim, como eu? E, sem paixão, é preto no branco e histórias sobre nus e crus.

Ah, a paixão... Ela é linda, acredita, tem fé. A paixão tem sorte. Tem seguidores. O sorriso, o amanhã, a esperança, a dor, o vermelho, a força.

Eu quero paixão no lugar de ódio. Eu quero fé no lugar da decepção. Eu quero algo no lugar do vazio. E eu quero a paixão... porque eu quero saber escrever.

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