segunda-feira, 3 de maio de 2010
Into the wild
Eu não poderia deixar de comentar sobre esse filme. Na minha visão, ele explora as principais fraquezas do ser humano. Depois de assistí-lo, conversando sobre ele, fiz o seguinte comentário: "As pessoas precisam entender que as angústias delas não serão resolvidas com as ações externas, elas colocam a felicidade dependente de um emprego novo, de uma conquista como a casa própria, um casamento, uma viagem, enquanto, na verdade, deveriam resolvê-las internamente. Porque quando elas conquistam o que buscam, se frustram, por perceberem que a angústia continua ali."
E, particularmente, considerei meu comentário bastante sábio, mesmo que eu mesma não consiga agir dessa maneira. É inevitável projetar sua felicidade nas conquistas que planeja. O importante é lembrar, diariamente, que as coisas não são tão simples como parecem, nem tão complicadas como acreditamos. O caminho do meio é sempre um clichê, mas é o clichê mais sensato que existe. E a sensatez salva vidas.
Desde a metade do filme, percebi que em quase todos os momentos, ele estava acompanhado. E, quando o vi sozinho, no ônibus mágico, já sabia que ele poderia resistir a tudo, menos à solidão. E quem consegue?
Os animais precisam de companhia para sobreviver. Seja por fome, para matar uns aos outros e harmonizar a cadeia alimentar, seja para reproduzir, seja para brincar, seja para amar. Seres vivos não consegue sobreviver sozinhos. Tanto é que, quando conseguem, são considerados especiais, como os monges budistas, por exemplo.
Eu não faria o que ele fez. Jamais. Pelo menos "hoje, eu jamais" faria o que ele fez. Não gosto de me colocar em situações extremas, onde eu tenho que arriscar minha vida. Eu viajaria, como ele viajou. Amaria conhecer pessoas que passam a vida viajando, tenho certeza. Consigo me imaginar numa road trip pelo Brasil, conhecendo lugares novos, praia, montanha, cachoeira, acampando... Mas, para mim, é muito claro que a liberdade é algo que se conquista interiormente.
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