sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Catcher in the Rye



Você já leu The Catcher in the rye (O apanhador no campo de centeio)? Nossa! Que livro! Há tempos eu não lia um livro tão rápido quanto li esse. Ele é tão descritivo, faz com que você se prenda a tantos detalhes, que só depois de ter terminado que eu fui pensar na "moral da história". Fiquei entretida em cada história contada pelo jovem Holden e todos os personagens que ele mencionou! Que livro!

É inspirador, ainda mais para pessoas que, como eu, gostam de escrever. Depois de todos os últimos livros que li, só agora percebi o quanto sinto falta dos livros bem descritivos. Eles são inspiradores! Mesmo quando ainda estava no início, ele já fez efeito em mim. Eu percebi num dia que vinha do trabalho para casa e ficava narrando as coisas que eu via e que pensava, como no livro acontece. Como se existisse alguém que me escutasse. Sabe? Bem... aqui, muitas vezes, os "leitores" não deixam comentários, nem comentam comigo pessoalmente ou no Facebook que leram os textos, mas eu sei que há leitores e sei que "existe" alguém que está lendo tudo isso que eu escrevo. É bem diferente de quando estou no ônibus indo para casa e pensando. É tão maluco, que chega a ser libertador.

Outra coisa que me chamou atenção é que o livro é da década de 50! Tem ideia? Eu não sei se that's life ou se as coisas são assim só com os norte-americanos, mas a impressão que dá é que pouquíssimas coisas mudaram, mesmo tendo passado 60 anos! A Quinta Avenida já tinha a mesma importância, o Radio City Music Hall já existia, assim como o ring de patinação perto dele (que fica no Rockfeller Center) e como o Museu de História Natural e o Zoológico. Tudo no mesmo lugar que antes, é claro. E as escolas que ele menciona que existem há milênios, indubitavelmente existem até hoje! É assim que as coisas são por lá. E a rotina é a mesma e as pessoas só não são as mesmas porque, "eventualmente", elas morrem"

E a linguagem que ele usa, exceto algumas gírias de época, é tão atual! O jeito de falar é tão "jovem". Não preciso dizer que amei o livro, né? Agora, falando da história em si, e do "resultado" da obra, além da linguagem, o conteúdo não deixa a desejar. É engraçado perceber que as angústias de 60 anos atrás podem ser, para algumas pessoas, exatamente as mesmas angústias de hoje.

É um livro que vale a pena. Um livro que realmente vale a pena.

Ps. Obrigada, Camila! Acertou na mosca. Era exatamente esse tipo de livro que eu estava precisando ler!

3 comentários:

Daniele`s disse...

Ju,

Sei que sou uma leitora meio "esquisita". Todos os seus posts eu leio, admiro, penso e fico ás vezes com vergonha de expor o que entendi. Esse livro está em inglês? Da maneira como vc descreveu parece muito bom! Te admiro muito e vc sabe disso, mesmo não te conhecendo. Beijinhos, com carinho, Dani

Julia disse...

Dani, você é um amor! E eu admiro muito sua sensibilidade. Eu tenho certeza que a maneira como você entende é exatamente a maneira como quis dizer. O que diferencia um pensamento do outro é só a forma como nós o adaptamos na nossa vida! No mais, é tudo a mesma coisa! ;) Fico feliz em saber que você "ainda está por aqui". Sim, o livro está em inglês. Minha amiga me deu de presente, posso te emprestar sem problema, se quiser! Beijos!!

Marcella Sarubi disse...

posso dizer? curti esse livro não rs
bjs